A ansiedade provoca alterações reais no organismo. A ativação do sistema nervoso simpático libera adrenalina, aumenta a frequência cardíaca e eleva temporariamente a pressão arterial. Ou seja, os sintomas não são “imaginação”, mas resultado de um mecanismo fisiológico.
Após descartar um problema cardíaco, o foco deve ser o tratamento da ansiedade. Segundo Boechat, isso vai além da medicação: envolve psicoterapia, prática regular de atividade física, melhora do sono e ajustes na alimentação. Em alguns casos, podem ser indicados medicamentos para alívio imediato associados a antidepressivos para controle a longo prazo.
A dor no peito coloca corpo e mente sob tensão. Às vezes, é o coração reagindo ao estresse; em outras, é o próprio músculo cardíaco pedindo socorro. Como os sintomas podem se sobrepor, a autoconfiança excessiva pode representar risco.
Entre acreditar que “é só ansiedade” e entrar em pânico sem avaliação, existe um passo essencial: investigar. Em caso de dúvida, a conduta mais segura é tratar a situação como possível problema cardíaco até que seja descartado.