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Anvisa amplia indicação de medicamento para pacientes com câncer de mama de alto risco

Nova autorização beneficia adultos com tumor HER2-positivo que ainda apresentam doença residual após tratamento antes da cirurgia.

A Anvisa ampliou indicação de medicamento para pacientes com câncer de mama de alto risco | Foto: REPRODUÇÃO
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou uma nova indicação para o medicamento Enhertu (trastuzumabe deruxtecana), ampliando seu uso no tratamento de pacientes com câncer de mama HER2-positivo que apresentam maior risco de recorrência da doença. A decisão foi publicada nesta segunda-feira (6).

Com a nova autorização, o medicamento poderá ser utilizado como tratamento auxiliar em pacientes adultos que, mesmo após receberem terapia antes da cirurgia com trastuzumabe, associado ou não ao pertuzumabe, e quimioterapia baseada em taxanos, ainda apresentam doença invasiva residual. 

O Enhertu é um conjugado anticorpo-fármaco administrado por via intravenosa. A terapia combina um anticorpo direcionado ao receptor HER2 com um agente citotóxico, permitindo que o medicamento atue de forma mais seletiva nas células tumorais.

Segundo a Anvisa, o câncer de mama é o tipo de câncer mais diagnosticado no mundo e a principal causa de morte por câncer entre mulheres. No Brasil, são estimados mais de 70 mil novos casos por ano, e entre 10% e 19% dos tumores apresentam superexpressão da proteína HER2, característica associada a uma doença mais agressiva e com pior prognóstico. 

Mesmo com os tratamentos realizados antes da cirurgia, uma parcela dos pacientes não consegue eliminar completamente o tumor. Nesses casos, a permanência de doença residual aumenta significativamente o risco de recidiva, que pode atingir cerca de 25% dos pacientes ao longo de dez anos. 

A ampliação da indicação foi baseada em um estudo clínico que demonstrou redução de 53% no risco de recorrência invasiva da doença ou de morte entre os pacientes tratados com o medicamento. Os resultados também apontaram melhora significativa na sobrevida livre de doença, reforçando o potencial benefício da terapia para esse grupo de pacientes.

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