Anvisa aprova 1º remédio não hormonal contra ondas de calor na menopausa
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Nova opção não hormonal age diretamente no mecanismo cerebral dos fogachos e pode beneficiar mulheres que não podem usar terapia com hormônios
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Os fogachos estão diretamente relacionados ao funcionamento do hipotálamo, uma pequena região do cérebro responsável por regular a temperatura corporal. Ele atua como uma espécie de “termostato interno”, mantendo o equilíbrio térmico do organismo.
Antes da menopausa, os estrogênios produzidos pelos ovários ajudam a manter esse sistema estável. Eles interagem com substâncias cerebrais que regulam a atividade dos neurônios responsáveis pelo controle de temperatura.
Com a queda dos níveis hormonais, esse equilíbrio se rompe. A neurocinina B passa a exercer maior influência sobre o hipotálamo, levando o cérebro a interpretar variações normais como se fossem aumentos de temperatura perigosos.
O resultado são os chamados “falsos alarmes térmicos”, que desencadeiam os fogachos de forma repentina. Essa alteração não está relacionada ao ambiente externo, mas sim à forma como o cérebro processa os sinais internos do corpo.
Esse entendimento abriu espaço para novos tratamentos que não dependem da reposição hormonal, mas sim da modulação direta desse circuito neurológico.