A H. pylori é uma velha conhecida e um dos maiores desafios da saúde pública mundial. Estima-se que mais de 50% da população do planeta carregue o microrganismo no estômago — um índice que ultrapassa os 70% em vários países da América Latina devido a fatores de saneamento e transmissão.
A bactéria atua de forma silenciosa e destrutiva: ela coloniza a mucosa gástrica, gerando inflamações crônicas (gastrite) e úlceras. Se não for controlada, a infecção persistente pode evoluir para lesões pré-malignas. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a H. pylori como um carcinógeno do Grupo 1, estando diretamente associada a cerca de 95% dos casos de câncer gástrico.