Temperaturas próximas dos 40 °C já se tornaram rotina no verão brasileiro. Com o avanço do aquecimento global isso apenas intensificou as ondas de calor e ampliou os riscos à saúde, como desidratação, hipertermia, insolação e queda de pressão.
A alimentação se torna uma aliada importante para manter o equilíbrio do organismo, preservar a hidratação e sustentar a disposição ao longo do dia durante o calor intenso.
De acordo com a nutricionista Ariane Braz, do Hospital Edmundo Vasconcelos, em São Paulo, escolhas alimentares adequadas ajudam o corpo a lidar melhor com os impactos do calor excessivo.
Hidratação deve ser reforçada
No verão, o corpo perde mais líquidos por causa do aumento da transpiração. Por isso, a ingestão de água precisa ser maior do que em outras épocas do ano.
A recomendação é consumir pequenas quantidades ao longo do dia, mesmo sem sede, para evitar a desidratação.
O que priorizar na alimentação
Os alimentos mais indicados são aqueles mais leves, ricos em água, vitaminas e minerais, pois ajudam a manter a energia e evitam desconfortos comuns em dias quentes.
Entre as principais recomendações estão:
- Frutas ricas em água, como melancia, melão, morango, pêssego, abacaxi e laranja;
- Vegetais e legumes como pepino, alface, cenoura e abobrinha, preferencialmente crus ou cozidos no vapor;
- Água de coco, sucos naturais sem açúcar, chás gelados e iogurte natural;
- Proteínas leves, como aves e peixes, que são de mais fácil digestão do que carnes vermelhas gordurosas;
- Temperos como hortelã e gengibre, que aumentam a sensação de frescor;
- Frutas geladas ou congeladas, que podem facilitar o consumo nos dias mais quentes.
Em períodos de calor intenso, manter uma alimentação equilibrada é uma medida preventiva importante para reduzir riscos e preservar a saúde.