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Colonoscopia é perigosa? Descubra riscos, benefícios e segurança do exame

Após caso de perfuração intestinal em Rondônia, oncologista detalha como o procedimento funciona

Colonoscopia: diagnóstico, riscos e segurança do exame | Foto: Reprodução
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Considerado o método mais eficaz para o diagnóstico precoce do câncer colorretal, a colonoscopia é um daqueles procedimentos que vem acompanhado de uma “mítica” e, claro, sempre bate um friozinho no estômago quando imaginamos o processo acontecendo. Buscamos a médica especialista em oncologia gastrointestinal, Analisa Coutinho, para tirar algumas dúvidas sobre o procedimento.

A colonoscopia utiliza um colonoscópio, tubo fino, flexível e equipado com uma câmera de alta definição para visualizar o interior do cólon e do reto. O exame é realizado sob sedação para evitar desconforto e exige um preparo rigoroso iniciado na véspera, com dieta específica e laxativos para a limpeza do intestino.

“É o melhor exame para a detecção de pólipos e câncer. Ele permite que o médico avalie toda a extensão do intestino grosso em um monitor”, explica a Analisa.

As dúvidas relacionadas ao procedimento surgiram após o caso de Thyago da Silva Severino, de 34 anos, que ocorreu no último sábado (28), em Rondônia. Ele sofreu uma perfuração intestinal durante a realização do procedimento. O caso levantou discussões sobre a segurança do exame e o impacto de doenças preexistentes na realização de procedimentos invasivos.

O intestino é um órgão sensível, porém, as estatísticas apontam que a perfuração intestinal como ocorreu com Thyago ocorre em uma minoria dos casos: cerca de 1 em cada 1 mil exames realizados, afirma a doutora. Outro risco citado pela especialista é o sangramento, geralmente em pequena quantidade, comum durante a retirada de pólipos (um estado de "pré-câncer") e tratável no momento da identificação.

A médica ressalta que o histórico do paciente é determinante para a segurança do procedimento. Casos que envolvem síndromes graves ou fragilidade imunológica (como sarcoma de Kaposi ou crise nefrótica, ambas sofridas pela vítima) aumentam a complexidade. “Indivíduos frágeis, portadores de comorbidades e idosos nem sempre estarão aptos a realizar o exame com segurança. Os riscos e benefícios devem ser ponderados pelo especialista e pelo paciente”, afirma.

Para reduzir acidentes, a maioria dos serviços de saúde indica uma avaliação pré-anestésica obrigatória. Segundo a oncologista, o exame deve ser sempre indicado por um médico após análise criteriosa. Pacientes assintomáticos devem iniciar o rastreio aos 45 anos, mas o surgimento de sintomas como sangramento intestinal ou alteração súbita no ritmo das fezes pode antecipar a necessidade do procedimento.

A "médica" adverte que o monitoramento após a colonoscopia é fundamental. Pacientes devem buscar ajuda médica imediata caso apresentem os seguintes sintomas:

  • Dor abdominal intensa e persistente;
  • Fraqueza extrema, tonturas ou desmaios;
  • Sangramentos volumosos.

“Essas ocorrências devem ser imediatamente comunicadas à equipe médica para que as medidas terapêuticas sejam tomadas rapidamente”, conclui a especialista.

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