- Criança de 2 anos foi submetida à eutanásia na Holanda após mudança na lei que permitiu a morte assistida para crianças com doenças terminais.
- A criança sofria de danos cerebrais graves, paralisia cerebral e deficiência visual, além de crises epilépticas não controladas.
- Comitê especial reconheceu que a criança vivia em sofrimento insuportável e que não havia perspectiva de alívio com tratamentos médicos.
- Países Baixos legalizaram a eutanásia para crianças com menos de 12 anos com doenças incuráveis há dois anos.
- Este é o primeiro caso conhecido de uma criança com menos de 12 anos, fora do grupo de recém-nascidos, a passar por morte assistida na Holanda.
Uma criança de 2 anos foi submetida à eutanásia depois que o governo da Holanda (Países Baixos) alterou o limite de idade para a morte assistida.
A criança sofria de condições médicas graves. Já se sabia anteriormente que a vida de uma criança com menos de 12 anos havia sido encerrada sob essa política. No entanto, uma investigação do Comitê para Aborto Tardio e Interrupção da Vida em Recém-nascidos e Crianças revelou agora que o menor tinha 2 anos.
Este é o primeiro caso conhecido de uma criança com menos de 12 anos — que não era um bebê de colo — a passar pelo processo de morte assistida na Holanda. O país legalizou a morte assistida para crianças com doenças terminais menores de 12 anos há dois anos. Antes da mudança na lei, apenas recém-nascidos e maiores de 12 anos podiam ser submetidos à eutanásia. Os pais precisam ser consultados e a criança deve estar sofrendo de forma insuportável para que a eutanásia seja realizada. Os médicos devem concordar que não há chance de recuperação.
O comitê concluiu que o médico que realizou a eutanásia agiu com o devido cuidado. O gênero da criança não foi divulgado.
criança sofria de danos cerebrais graves
Nascida prematuramente com 26 semanas de gestação, a criança sofria de danos cerebrais graves, paralisia cerebral e deficiência visual, contou o "Sun". Ela apresentava dificuldades respiratórias devido ao acúmulo de muco nos pulmões e sofria crises epilépticas que não respondiam à medicação.
O médico à frente do caso buscou uma segunda opinião de outros profissionais independentes após determinar que o sofrimento da criança não poderia ser aliviado por cuidados médicos. O Comitê para Aborto Tardio e Interrupção da Vida em Recém-nascidos e Crianças concordou com a decisão:
"Todos os aspectos do ser humano, em relação a habilidades motoras, comportamento e personalidade, estavam gravemente comprometidos e não apresentariam melhora. Apesar de todas as intervenções médicas e não médicas, os pais e o médico não observaram nenhuma melhora no estado da criança e estavam convencidos de que ela sofria de forma insuportável e sem perspectiva de alívio."
A Holanda foi a primeira nação a legalizar a morte assistida para pessoas com doenças incuráveis, em 2002.
Em 2016 e 2017, duas crianças, de 9 e 11 anos, foram submetidas a procedimentos de morte assistida na vizinha Bélgica. A primeira tinha um tumor cerebral e a outra apresentava fibrose cística. Ambos os quadros foram classificados como "sofrimento insuportável".