Com a chegada do verão é comum que famílias busquem por atividades ao ar livre e refrescantes, como banho de piscina e praia. Acontece que os momentos de divertimento podem se tornar um problema grave quando o assunto é insolação em crianças.
Mas, afinal, crianças são mais sensíveis ao sol do que os adultos? É o que vamos descobrir. A resposta é sim. Isso porque elas têm maior risco de perder líquidos mais rápido e nem sempre conseguem identificar ou comunicar os próprios limites, o que dificulta o tratamento e a identificação do problema.
O Ministério da Saúde alerta que casos de exaustão térmica e desidratação aumentam expressivamente durante as férias escolares.
O QUE É INSOLAÇÃO E COMO PREVENIR?
A insolação ocorre quando o corpo perde a capacidade de controlar a temperatura, que pode ultrapassar 40 °C, afetando cérebro, coração e rins. Este problema está ligado à exposição solar em alta intensidade sem os cuidados necessários.
Os sintomas mais comuns são: Pele quente, vermelha e seca, dor de cabeça intensa, náuseas ou vômitos, confusão mental, sonolência excessiva ou desmaio.
CUIDADOS NECESSÁRIOS EM CRIANÇAS
Crianças tendem a perder líquido com mais facilidade do que adultos. Por isso, nesse quesito os pequenos devem receber hidratação frequentemente. O recomendável é oferecer líquidos a cada 30–40 minutos, priorize água, água de coco e frutas em vez de refrigerantes, sucos artificiais e bebidas açucaradas.
Além disso, quando expostos ao sol, as crianças devem sempre estar protegidas com protetor solar infantil. A primeira aplicação deve ser feita 30 minutos antes da exposição e a reaplicação do produto a cada 2 horas e após banho.
Caso seu filho sofra uma insolação algumas cuidados iniciais devem ser colocados em prática até a criança ser atendida por um médico:
- Levar para local fresco e ventilado
- Retirar excesso de roupas
- Oferecer líquidos se estiver consciente
- Compressas frias em testa, pescoço e axilas
- Acionar emergência se houver confusão, vômitos persistentes ou desmaio