Para os especialistas ouvidos, a influenza A, especialmente a variante H3N2, é hoje o vírus mais preocupante no Brasil devido à alta capacidade de transmissão e ao aumento expressivo de casos graves.
Segundo Luana Araújo, a gripe ainda é subestimada por grande parte da população. “A influenza é o vírus vizinho, o que está ali ao lado”, afirmou.
Em 2026, a circulação de uma cepa diferente da prevista na formulação da vacina reduziu a efetividade da imunização. Somado à baixa cobertura vacinal, o cenário contribuiu para o crescimento dos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no país.
Especialistas também monitoram o avanço do H5N1, vírus que já afetou aves e mamíferos, incluindo leões-marinhos no sul do Brasil. Até agora, não há transmissão sustentada entre humanos, mas pesquisadores acompanham possíveis mutações.
A orientação das autoridades sanitárias é reforçar a vacinação e procurar atendimento médico nos primeiros dias de sintomas gripais, período em que antivirais como o oseltamivir têm maior eficácia.