Além de observar o horário da última xícara, é importante prestar atenção à quantidade de cafeína consumida ao longo do dia e à resposta do próprio organismo. Os especialistas recomendam limitar o consumo, evitar bebidas estimulantes no fim da tarde e manter uma rotina regular de sono.
A revisão também aponta que a cafeína pode reduzir a atividade associada ao sono profundo, uma fase importante para processos como recuperação muscular e consolidação de memórias. Entretanto, os resultados não permitem afirmar que todas as pessoas que consomem a substância terão prejuízos perceptíveis no dia seguinte.
Os pesquisadores destacam limitações nos estudos analisados, como a predominância de adultos jovens e saudáveis entre os participantes e a diferença entre as doses e os horários avaliados. Por isso, ainda são necessárias pesquisas com outros grupos da população.
A principal orientação é observar se o consumo está associado a dificuldades para dormir, cansaço ao despertar ou sonolência durante o dia. Se esses problemas forem persistentes, é indicado procurar avaliação médica. Afinal, não existe uma hora universal para a última xícara: o cuidado depende da quantidade ingerida e das características de cada pessoa.