Contrariando o senso comum, o sono prolongado na adolescência não está ligado à preguiça, mas a mudanças biológicas no corpo e no cérebro. Nessa fase, ocorre um atraso natural do ritmo circadiano: o cérebro libera melatonina, hormônio do sono, mais tarde, dificultando que o jovem adormeça cedo, mesmo cansado.
Como ainda precisam acordar cedo para a escola, os adolescentes acumulam uma dívida de sono. “O início do sono continua a atrasar progressivamente durante a adolescência até os 18 ou 20 anos. Depois disso, o padrão tende a se tornar mais matutino novamente”, explica Melynda.