- Adolescente de 17 anos morre em academia de Fortaleza após passar mal no dia 12.
- Ceará registra seis mortes por problemas cardíacos em academias desde julho de 2025.
- Doenças genéticas e uso de estimulantes podem estar relacionados às mortes súbitas.
- Professor recomenda avaliação médica antes de exercícios para identificar riscos.
- Prática regular de exercícios ainda é considerada benéfica para saúde cardiovascular.
Seis mortes em academias
Uma adolescente de 17 anos morreu no último dia 12 após passar mal em uma academia no bairro João XXIII, em Fortaleza, no Ceará. O caso acendeu novamente o alerta para os riscos de problemas cardíacos durante a prática de exercícios.
Desde julho de 2025, a capital cearense já registrou seis ocorrências semelhantes em academias.
Doenças podem não ter sido identificadas
Segundo o professor Welton Godinho, do Conselho Regional de Educação Física (Cref-5), em pessoas jovens, mortes súbitas podem estar relacionadas a doenças genéticas ou congênitas ainda não diagnosticadas, como algumas cardiomiopatias e anomalias das artérias coronárias.
O especialista também cita inflamações no coração e o uso de estimulantes e anabolizantes como possíveis fatores de risco. No entanto, ele ressaltou que não é possível apontar a causa da morte da adolescente sem a conclusão da investigação médica.
Avaliação antes dos exercícios
Godinho recomenda que as pessoas façam uma avaliação física antes de iniciar atividades. O procedimento pode identificar histórico familiar de doenças, uso de medicamentos e sintomas que merecem investigação, como dor no peito, palpitações, tontura, desmaios e falta de ar fora do esperado para o esforço realizado.
Apesar dos casos registrados, o professor reforça que a prática regular de exercícios físicos continua sendo importante para a saúde e contribui para a redução do risco cardiovascular.