Nem dieta, nem remédios: o segredo para viver mais pode estar onde ninguém imaginava
- Superidosos brasileiros
O genoma de supercentenários brasileiros abriga variantes genéticas raras, capazes de explicar por que algumas pessoas conseguem envelhecer com saúde mesmo sem acesso a dietas sofisticadas ou medicina avançada.
- Superidosos brasileiros
O estudo é liderado pela geneticista Mayana Zatz, do Centro de Pesquisa do Genoma Humano e Células-Tronco da Universidade de São Paulo (USP), em parceria com outros pesquisadores brasileiros. Eles analisam por que o país possui um dos conjuntos genéticos mais valiosos e ainda subexplorados, para a ciência do envelhecimento.
— O DNA dos superidosos brasileiros possui variantes que não aparecem em outras populações do mundo, o que torna o Brasil um tesouro genético para entender o envelhecimento saudável e a resistência a doenças — afirma Zatz.
Durante décadas, regiões como Japão, Grécia, Itália, Costa Rica e Califórnia foram consideradas “zonas azuis” da longevidade. O conceito, porém, perdeu força recentemente após questionamentos sobre a confiabilidade dos dados. Para os autores do artigo, a longevidade não está concentrada em pontos isolados do mapa, mas distribuída em uma paleta diversa e o Brasil ocupa um lugar central nesse cenário.