Embora seja comum dizer que alguém morreu "de aids", a expressão não é totalmente precisa do ponto de vista médico. Na maioria dos casos, as mortes associadas à doença ocorrem em decorrência de infecções oportunistas ou outros problemas graves que surgem quando o sistema imunológico está severamente comprometido pelo HIV.
O HIV é o vírus que ataca as células de defesa do organismo. Sem tratamento adequado, a infecção pode evoluir para a aids, estágio mais avançado da doença, caracterizado pela queda importante da imunidade. Nessa fase, o corpo se torna mais vulnerável a microrganismos que normalmente não provocariam quadros graves em pessoas saudáveis.
Entre as complicações mais frequentes estão tuberculose, pneumonias, meningites causadas por fungos, toxoplasmose cerebral e alguns tipos de câncer. São essas condições que, muitas vezes, levam o paciente à morte.
Com os avanços da medicina, no entanto, a aids deixou de ser uma sentença de morte. O tratamento com medicamentos antirretrovirais permite que pessoas vivendo com HIV tenham expectativa e qualidade de vida semelhantes às da população geral, desde que façam acompanhamento médico adequado e mantenham a adesão ao tratamento.