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Ozempic no SUS inaugura nova fase no combate à obesidade e expõe desafios emocionais, alimentares e sociais das pacientes

O tratamento exige reeducação alimentar, acompanhamento médico e adaptação emocional diante de uma nova realidade.

Ozempic | Foto: Reprodução
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A chegada do Ozempic ao SUS começou a transformar a rotina de pacientes que convivem há anos com obesidade e doenças associadas. Entre dietas frustradas, ansiedade alimentar e tentativas sem resultado duradouro, mulheres que iniciaram o tratamento relatam uma mudança profunda na relação com a comida, apelidada por algumas delas de “a caneta do adeus ao pãozinho”.

Paciente iniciando o tratamento com Ozempic no RJ- 

Mas o medicamento não representa uma solução mágica. O tratamento exige reeducação alimentar, acompanhamento médico e adaptação emocional diante de uma nova realidade. Muitas pacientes descrevem redução drástica da fome, perda de compulsões e até dificuldade para manter antigos hábitos alimentares.

Até agora, são 320 pessoas selecionadas para o tratamento, que começou, como projeto-piloto, no Supercentro de Saúde da Zona Oeste, em Campo Grande (RJ).

Famílias também passaram a participar mais ativamente da rotina das pacientes, ajudando na alimentação, no controle da ansiedade e na manutenção do tratamento. Médicos alertam que o uso inadequado ou sem acompanhamento pode trazer riscos, enquanto especialistas defendem que a ampliação do acesso pelo SUS pode representar um avanço importante no combate à obesidade no Brasil.

A expectativa é que o medicamento amplie a qualidade de vida de milhares de pessoas, mas o desafio do sistema público será equilibrar demanda crescente, custo elevado e acompanhamento contínuo dos pacientes.

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