Os cientistas avaliaram não apenas a prevenção de doenças cardíacas, mas também possíveis complicações causadas pelo tratamento. Como o controle da pressão costuma envolver medicamentos, foi necessário analisar os efeitos positivos e negativos dessa abordagem de forma conjunta.
Além disso, o estudo levou em consideração um fator comum na prática clínica: as imprecisões das medições da pressão arterial. Pequenas variações nos resultados dos aparelhos ou na forma de realizar a aferição podem influenciar decisões médicas e alterar os desfechos do tratamento.
Mesmo considerando essas limitações do mundo real, os resultados mostraram que pacientes que mantiveram a pressão sistólica abaixo de 120 mmHg apresentaram menor incidência de eventos cardiovasculares quando comparados àqueles com metas menos rigorosas. Entre os benefícios observados estavam a redução do risco de infartos, derrames e insuficiência cardíaca. Essas condições estão entre as principais causas de internação e mortalidade relacionadas às doenças cardiovasculares em todo o mundo.
Segundo os autores, os resultados reforçam a importância de um acompanhamento cuidadoso da pressão arterial, especialmente em pessoas que apresentam fatores de risco elevados para problemas cardíacos.