Os pesquisadores analisaram em torno de 14 mil mulheres, incluindo gêmeas, o que permitiu reduzir a influência de fatores genéticos nos resultados. De acordo com os cientistas, a ausência de filhos e a maternidade com mais de quatro crianças se associam a sinais de envelhecimento mais acelerado e maior risco de mortalidade ao longo da vida.
O que explica o fenômeno, de acordo com o estudo, seria o equilíbrio biológico e social. A pesquisa dos cientistas demonstra que o alto gasto energético do organismo pode acelerar o desgaste celular em casos de muitos filhos.
Em contrapartida, ter poucos ou nenhum filho pode significar menor rede de apoio social na velhice, fator também relacionado a piores desfechos de saúde.
Com isso, os dados indicam uma espécie de “curva em U”: o envelhecimento tende a ser mais rápido nos extremos, enquanto um número moderado de filhos estaria associado a melhores indicadores biológicos.