Remédio para dor atrapalha a hipertofia? Médico eslarece dúvidas

A hipertrofia acontece quando os músculos aumentam devido a sobrecarga

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Médico explica se a dipirona interfere nos resultados dos treinos na academia | Reprodução/Estadão

A hipertrofia ou ganho de massa muscular acontece quando os músculos aumentam devido a sobrecarga. Para isso, também é necessário que se siga uma alimentação voltada para esse objetivo. Diante disso, surgem muitas dúvidas sobre o que se deve ou não consumir. Uma delas é em relação à interferência de remédios para dor, como a dipirona, por exemplo. Mas afinal, esse medicamentos interferem no ganho de massa magra?

O médico do esporte e fisiatra Fabrício Buzatto, esclarece essa dúvida. “A dipirona não atrapalha em nada a resposta celular em hipertrofia. Alguns trabalhos sugerem que o uso de anti-inflamatórios pode comprometer a hipertrofia principalmente por cortar a resposta inflamatória. Mas também não há fortes evidências de uso crônico e diário. A dipirona não atrapalha a hipertrofia”, respondeu em entrevista para o Sport Life.

Ingestão exagerada

Perguntado sobre os impactos da dipirona para quem segue uma rotina de exercícios físicos, o médico explicou que o analgésico, se ingerido sem nenhum limite ou cuidado com dosagens adequadas, pode contribuir para o aumento de risco de lesões, por ser um remédio que pode mascarar a dor.

“A grande questão da dipirona é muitas vezes poder ‘mascarar’ os sintomas de dor, que é sinal de algum risco, como lesão ou outro comprometimento. Então, o uso desmedido do analgésico junto com treinamento pode levar a esse risco. Isso infelizmente é uma prática comum em muitos atletas no uso de anti-inflamatórios principalmente ou analgésico antes de provas e treinamentos para conseguir um rendimento melhor”, destacou o médico.

O médico explica de onde surgiu a ideia de que remédio para dor atrapalha a hipertrofia. “Anti-inflamatórios podem na teoria atrapalhar a hipertrofia, mas isso levando para uma parte prática não se visualiza muito esse fato. A não ser esse uso crônico, diário ou altas doses, que acabam tendo outras repercussões e comprometem a hipertrofia. Esse conceito surgiu porque acredita-se que um dos mecanismos da hipertrofia é a resposta inflamatória. Essa resposta facilita a entrada de novos aminoácidos para formar as fibras musculares. Então, teoricamente o anti-inflamatório impediria isso”, concluiu Fabrício Buzatto, em entrevista ao Sport Life.

Atividades físicas

Os exercícios preferidos os brasileiros são caminhada, futebol e musculação. Um grupo de pesquisadores da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Universidade de Campinas (Unicamp) analisou dados epidemiológicos de 60.202 pessoas, com idade acima dos 18 anos, para chegarem a essa conclusão.

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