Após um longo período de festas, principalmente pós-Carnaval, o resultado depois de pesar no consumo de bebidas alcoólicas é a temida ressaca.
Essa combinação de processos inflamatórios no organismo gera dor de cabeça, boca seca, náusea, mal-estar geral e aquela sensação de “corpo travado”.
O QUE A RESSACA FAZ NO CORPO
A nutricionista Patricia Neri Cavalcanti explica que após o consumo de álcool o etanol é transformado no fígado em acetaldeído, uma substância tóxica responsável por parte do mal-estar.
Logo, a desidratação resulta em sintomas como dor de cabeça, boca seca, fadiga e fraqueza. Além disso, a irritação gástrica causada pelo álcool contribui para náuseas e desconforto abdominal.
A ressaca acontece quando o nível de álcool no sangue já caiu, mas o corpo continua lidando com seus efeitos inflamatórios, hormonais e metabólicos.
QUANTO TEMPO LEVA PARA SE RECUPERAR DE UMA RESSACA?
A resposta vai depender de fatores como quantidade e tipo de bebida; genética e função hepática; hidratação e alimentação antes e depois da ingestão e a qualidade do sono —que costuma piorar muito com álcool.
No entanto, no geral o corpo demora mais do que se imagina para se recuperar completamente. O fígado metaboliza, em média, meia a uma dose de álcool por hora, mas os efeitos inflamatórios e a piora da qualidade do sono podem se estender por 12 a 24 horas.
O QUE FAZER?
Para aliviar os sintomas da ressaca o recomendável é beber água e se alimentar de forma adequada. Em casos mais graves, água de coco, isotônicos ou soro caseiro podem ser mais eficazes que água pura, porque repõem eletrólitos, minerais perdidos na urina e no suor, como sódio, potássio e magnésio.
O QUE EVITAR?
Para evitar a piora do quadro algumas recomendações são feitas:
- Não beber de estômago vazio porque isso acelera a absorção do álcool;
- O paracetamol deve ser evitado após consumo excessivo de álcool, porque ambos são metabolizados pelo fígado e podem aumentar o risco de toxicidade hepática.
- Anti-inflamatórios também exigem cautela: o álcool irrita o estômago, e esses medicamentos podem aumentar o risco de gastrite e sangramento gastrointestinal