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Sinais na boca, no intestino e na vagina que podem ajudar a detectar endometriose - Microbioma conectado

Estudo internacional aponta diferenças no microbioma de mulheres com a doença e levanta possibilidade de diagnósticos menos invasivos no futuro - Microbioma conectado

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Microbioma conectado

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Para especialistas, os resultados reforçam a ideia de que diferentes regiões do corpo podem estar biologicamente conectadas quando se trata de processos inflamatórios.

A ginecologista Márcia Fernanda Roque, pesquisadora da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que bactérias da boca podem liberar substâncias que entram na corrente sanguínea e estimulam respostas do sistema imunológico.

Esse mecanismo poderia contribuir para processos inflamatórios em outras partes do organismo. Como a endometriose é considerada uma doença inflamatória, alterações no microbioma podem influenciar o ambiente em que ela se desenvolve.

Estudos recentes também apontam mudanças na microbiota vaginal em pacientes com a doença. Entre as alterações observadas estão:

  1. redução de bactérias protetoras, como os lactobacilos;
  2. aumento de microrganismos associados a processos inflamatórios;
  3. desequilíbrio na microbiota que normalmente protege contra infecções.
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