Seja na cerveja do churrasco com os amigos e familiares, o consumo de álcool faz parte das celebrações de quem gosta de aproveitar os momentos de lazer. O que muitos não percebem é que o exagero nesse período pode trazer consequências sérias para a saúde do coração.
Entre os principais riscos está a chamada síndrome do coração festeiro, conhecida internacionalmente como holiday heart syndrome. A condição está associada à ingestão excessiva e prolongada de bebidas alcoólicas e aumenta significativamente a chance de surgimento de arritmias cardíacas.
O que é a síndrome do coração festeiro
O problema mais comum ligado à síndrome é a fibrilação atrial, uma arritmia em que os átrios — parte superior do coração — passam a bater de forma desorganizada e trêmula. Com isso, os ventrículos, responsáveis por bombear o sangue para o corpo, também funcionam de maneira irregular, causando um descompasso nos batimentos.
Os sinais costumam surgir ainda durante a embriaguez ou poucas horas após o consumo excessivo de álcool. Palpitações no peito, cansaço intenso e sensação de falta de ar estão entre os sintomas mais frequentes e podem gerar preocupação em quem nunca teve problemas cardíacos.
Segundo o cardiologista Guilherme Drummond Fenelon Costa, do Hospital Israelita Albert Einstein, não se trata de um consumo pontual. “Não é apenas um drink que leva à síndrome. Para ela ocorrer, o indivíduo precisa apresentar um nível de embriaguez muito elevado”, explica o especialista.
A intoxicação alcoólica provoca alterações no organismo, como redução do pH do sangue e desidratação. Quando esses efeitos se somam à privação de sono e à perda de eletrólitos, comuns durante festas prolongadas, o risco de desenvolver a síndrome do coração festeiro se torna ainda maior.