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SUS passa a adotar novo exame para detectar câncer de intestino precocemente

Ministério da Saúde anunciou protocolo inédito com teste menos invasivo para homens e mulheres entre 50 e 75 anos sem sintomas da doença

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  • O Ministério da Saúde anunciou um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no SUS.
  • O Teste Imunoquímico Fecal (FIT) será o exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos.
  • O objetivo é ampliar o diagnóstico precoce da doença, considerada a segunda mais frequente no Brasil.
  • O novo protocolo visa aumentar o acesso de 40 milhões de brasileiros à prevenção do câncer de intestino.
Câncer colorretal deve causar 635 mil mortes e perdas bilionárias no Brasil até 2030 | Foto: Adobe Stock
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O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (21) um novo protocolo nacional para rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida prevê a adoção do Teste Imunoquímico Fecal (FIT) como exame de referência para homens e mulheres assintomáticos entre 50 e 75 anos, com o objetivo de ampliar o diagnóstico precoce da doença no Brasil. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante agenda oficial em Lyon, na França.

Segundo a pasta, a estratégia pode ampliar o acesso de mais de 40 milhões de brasileiros à prevenção do câncer de intestino, atualmente considerado o segundo tipo de câncer mais frequente no país, excluindo os tumores de pele não melanoma. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam estimativa de 53,8 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028.

Como funciona o novo exame

O FIT é um exame de fezes capaz de detectar pequenas quantidades de sangue oculto, invisíveis a olho nu, que podem indicar a presença de pólipos, lesões pré-cancerígenas ou até câncer no intestino. Diferentemente dos exames tradicionais, o teste utiliza anticorpos específicos para identificar sangue humano, aumentando a precisão do diagnóstico.

O procedimento é considerado simples e menos invasivo. O paciente recebe um kit para coleta em casa e deve retirar uma pequena amostra das fezes utilizando uma haste própria, colocando o material em um tubo coletor que será encaminhado para análise laboratorial.

Câncer colorretal deve causar 635 mil mortes e perdas bilionárias no Brasil até 2030  - Foto: Canva imagens

Diagnóstico precoce é principal objetivo

Especialistas destacam que o principal benefício do rastreamento é identificar alterações antes do aparecimento dos sintomas. Mesmo assim, médicos alertam que um resultado positivo não significa necessariamente câncer.

Conforme explicou o especialista Stefani, outras condições benignas, como hemorroidas e inflamações intestinais, também podem provocar sangramentos detectados pelo exame. Por outro lado, um resultado negativo não elimina totalmente o risco da doença, já que algumas lesões podem não sangrar no momento da coleta.

Por esse motivo, diretrizes internacionais recomendam que o rastreamento seja repetido periodicamente, geralmente todos os anos ou a cada dois anos, dependendo da idade e do histórico familiar do paciente.

Atendimento após exame será desafio

Além da ampliação do acesso ao teste, especialistas avaliam que o sucesso da estratégia dependerá da capacidade do sistema público em garantir continuidade ao atendimento dos pacientes com resultados alterados.

“O que reduz a mortalidade não é só o exame, mas cuidar corretamente do paciente quando há necessidade de continuar a investigação”, afirmou o especialista, destacando a importância do acesso rápido à colonoscopia, cirurgias e tratamentos adequados.

Quem deve fazer o rastreamento

O novo protocolo do SUS vale para pessoas sem sintomas entre 50 e 75 anos. Já pacientes que apresentam sinais de alerta, como sangue nas fezes, perda de peso sem explicação, anemia, alterações persistentes do intestino ou dores abdominais, devem procurar atendimento médico independentemente da idade.

Pessoas com histórico familiar da doença, síndromes genéticas ou doenças inflamatórias intestinais também podem precisar iniciar o acompanhamento mais cedo, conforme avaliação médica individualizada.

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