Tomar anticoncepcional por muitos anos faz mal? Veja quando é preciso trocar
- Quando é necessário trocar?
No passado, as pílulas continham doses hormonais mais elevadas, e havia receio de que o uso contínuo provocasse riscos à saúde ou comprometesse a fertilidade.
- Quando é necessário trocar?
A troca pode ser indicada quando surgem condições de saúde que tornam determinado contraceptivo inadequado ou aumentam os riscos associados ao seu uso. Existem diferentes tipos de pílulas anticoncepcionais. As combinadas, que contêm estrogênio e progestagênio, apresentam contraindicações específicas. Já as pílulas compostas apenas por progestagênio têm um perfil de risco diferente e podem ser alternativas para algumas mulheres, conforme avaliação médica.
Uma das situações que exigem atenção é a enxaqueca com aura, caracterizada por sintomas neurológicos temporários, como pontos brilhantes, manchas no campo de visão ou outras alterações visuais que podem anteceder ou acompanhar a dor de cabeça. Nesses casos, os contraceptivos combinados com estrogênio geralmente são contraindicados devido ao aumento do risco de acidente vascular cerebral (AVC).
A hipertensão arterial também precisa ser considerada na escolha do método. Dependendo dos níveis de pressão e das condições clínicas da paciente, o uso de anticoncepcionais combinados pode representar riscos cardiovasculares, incluindo AVC e infarto.
Mulheres com histórico de trombose também precisam de avaliação cuidadosa. O estrogênio pode aumentar a coagulação sanguínea e elevar o risco de formação de coágulos, motivo pelo qual métodos que contêm esse hormônio podem ser contraindicados em determinadas situações.
Após uma gravidez, a mulher pode voltar a utilizar o anticoncepcional que usava anteriormente, desde que não existam contraindicações. É necessário, porém, considerar as mudanças de saúde relacionadas à gestação e ao período pós-parto, quando o risco de trombose pode estar aumentado.