Entre os componentes presentes no café estão a cafeína, o ácido clorogênico, o cafestol e o kahweol. Essas substâncias participam de diferentes processos no organismo e podem apresentar efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios. Na prática, isso significa que elas podem ajudar a reduzir processos associados a danos nas células do fígado.
Outro mecanismo estudado envolve a sensibilidade à insulina. Quando existe resistência à ação desse hormônio, o organismo pode apresentar maior tendência ao acúmulo de gordura no fígado. Por isso, melhorar a resposta à insulina pode contribuir indiretamente para a proteção do órgão.
O café também vem sendo relacionado à redução de processos envolvidos na fibrose hepática. A fibrose ocorre quando há formação excessiva de tecido cicatricial no fígado, geralmente após lesões persistentes. Quando esse processo avança, pode comprometer progressivamente o funcionamento do órgão.
Isso ajuda a explicar por que os possíveis benefícios do café não se restringem apenas à prevenção. Alguns estudos indicam que a bebida também pode estar associada a menor progressão de lesões hepáticas em pessoas que já apresentam determinadas alterações, embora não substitua o acompanhamento e o tratamento médico.