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Vigilância Sanitária orienta como escolher e conservar pescado na Semana Santa

Órgão alerta para cuidados na compra, armazenamento e preparo de peixes e frutos do mar para evitar intoxicação alimentar

Vigilância Sanitária orienta sobre consumo de pescados | Foto: FABIO RODRIGUES-POZZEBOM/ AGÊNCIA BRASIL
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A Vigilância Sanitária da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ) orienta consumidores sobre os cuidados necessários na compra e no consumo de pescado durante a Semana Santa, período em que aumenta a procura por peixes e frutos do mar.

Segundo o órgão, medidas simples na escolha, armazenamento e preparo dos alimentos são fundamentais para reduzir o risco de intoxicação alimentar.

“Com atenção na compra, no armazenamento e no preparo dos alimentos, é possível evitar riscos e garantir um momento de celebração saudável”, afirmou a superintendente de Vigilância Sanitária da SES-RJ, Helen Keller.

Como identificar pescado fresco

De acordo com a nutricionista Jussara Salgado, há características visuais e sensoriais que ajudam o consumidor a reconhecer se o produto está adequado para consumo. O peixe fresco deve apresentar:

  • carne firme;
  • escamas brilhantes e bem aderidas à pele;
  • olhos salientes e brilhantes;
  • guelras avermelhadas;
  • cheiro suave, característico.

Produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou sem refrigeração adequada devem ser evitados.

Consumo de pescados precisa de cuidados essenciais - foto: dIVULGAÇÃO/fREEPIK

Conservação e armazenamento

A recomendação é que o pescado seja armazenado o mais rápido possível após a compra. O alimento deve ser limpo em casa, com retirada de vísceras, escamas e resíduos, e mantido em recipiente fechado na geladeira.

O consumo de peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o pescado cozido pode ser mantido por até três dias, desde que devidamente refrigerado.

Nos pontos de venda, o ideal é que o produto esteja sobre uma camada de gelo, protegido por plástico adequado e sem contato direto com a água. No caso de itens congelados, é importante verificar se não há sinais de descongelamento, como embalagens úmidas ou amolecidas.

Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes.

Risco de intoxicação alimentar

O consumo de pescado contaminado pode provocar sintomas como náuseas, vômitos e diarreia. Em casos mais graves, pode haver necessidade de atendimento médico.

O pescado é um alimento rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde.

Cuidados extras no consumo

Para reduzir riscos, a orientação é planejar a compra e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de servir. Pratos frios devem ser mantidos sob refrigeração até o consumo.

No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sempre sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente.

A Vigilância Sanitária também reforça que o consumidor deve ficar atento a irregularidades, como produtos mal conservados ou ambientes com higiene inadequada, e acionar os órgãos responsáveis quando necessário.

(Com informações da Agência Brasil).

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