Jiboia mais rara do mundo é encontrada em São Paulo e impressiona cientistas
- Emoção
Após o encontro, o animal foi encaminhado para avaliação de especialistas e agora está sob cuidados veterinários, além de passar por monitoramento científico.
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Coordenador científico do projeto e colaborador do Instituto Butantan, o pesquisador Bruno Rocha afirmou que a descoberta trouxe uma mistura de emoção e responsabilidade. Segundo ele, encontrar um indivíduo jovem vivo foi um momento raro até mesmo para uma equipe acostumada com a dificuldade de localizar a espécie.
“A emoção é igual desde o primeiro indivíduo encontrado, que foi a Dona Crô, em 2017. É o mesmo tipo de sentimento: uma grande felicidade, mas desta vez com aquela sensação de ‘Eureka’ que todo cientista quer sentir”, disse.
Bruno também ressaltou que cada novo registro representa anos de dedicação e reforça o compromisso com a conservação de uma serpente ainda considerada deficiente em dados e extremamente rara. Os estudos realizados desde então revelaram características curiosas sobre a espécie. A jiboia-do-ribeira é arborícola, ou seja, vive nas árvores, podendo permanecer em copas com até 20 metros de altura.
Ela habita áreas de floresta bem preservada, tem metabolismo lento, movimentação discreta e comportamento sazonal. Durante o inverno, por exemplo, pode passar meses no mesmo lugar sem se alimentar. Essas características ajudam a explicar por que a serpente é tão difícil de ser encontrada.