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ANP abre processo para avaliar se é possível extrair petróleo encontrado em sítio no Ceará

O líquido foi descoberto em 2024 enquanto o agricultor Sidrônio Moreira furava o solo em busca de água, em Tabuleiro do Norte. Confirmação de petróleo foi feita nesta quarta-feira (20)

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  • A Agência Nacional do Petróleo confirma que líquido escuro encontrado em Tabuleiro do Norte é petróleo cru.
  • Descoberta ocorreu após análises físico-químicas concluídas pela ANP e agora área deve passar por estudos técnicos para avaliar reserva e exploração comercial.
  • Agricultor Sidrônio Moreira encontrou material em 2024 enquanto perfurava solo em busca de água, a 40 metros de profundidade.
  • Próximos passos incluem análise geológica da área e inclusão do local em futuros leilões promovidos pela ANP para empresas interessadas na exploração de petróleo e gás.
Sidrônio buscava água, mas encontrou líquido preto e denso | Foto: Reprodução/Gabriela Feitosa
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A Agência Nacional do Petróleo confirmou que o líquido escuro encontrado em um sítio no município de Tabuleiro do Norte, no interior do Ceará, é realmente petróleo cru. A descoberta aconteceu após análises físico-químicas concluídas nesta semana e agora a área deve passar por uma nova fase de estudos técnicos para avaliar o tamanho da reserva e a possibilidade de exploração comercial.

O material foi encontrado pelo agricultor Sidrônio Moreira, ainda em 2024, enquanto ele perfurava o solo em busca de água. Segundo a ANP, apesar da confirmação, ainda não existe prazo para a conclusão dos estudos e também não há garantia de que a exploração será viável economicamente. Isso porque, antes de qualquer atividade comercial, a região ainda precisará passar por diversas etapas técnicas, ambientais e administrativas.

Entre os próximos passos estão a análise geológica da área, a divisão da região em blocos exploratórios e a inclusão do local em futuros leilões promovidos pela ANP para empresas interessadas na exploração de petróleo e gás. Todo esse processo pode levar anos, incluindo licenciamento ambiental e instalação das operações.

A agência informou ainda que abriu um processo administrativo para aprofundar a avaliação técnica da área. O resultado das análises também foi encaminhado à Secretaria do Meio Ambiente do Ceará, que poderá orientar sobre possíveis medidas ambientais necessárias no local.

Segundo os técnicos da ANP, o caso chamou atenção porque o petróleo teria surgido a apenas 40 metros de profundidade, considerada rasa para esse tipo de ocorrência. O material analisado foi fornecido pelo Instituto Federal do Ceará, que acompanha o caso desde o início das investigações.

Caso haja exploração comercial futuramente, o agricultor dono do terreno poderá receber participação financeira sobre a produção, mesmo que o subsolo pertença à União. Pela legislação, o percentual pode chegar a até 1% do valor obtido com a exploração do petróleo.

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