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ANP confirma que sítio de agricultor no sertão do Ceará tem petróleo cru

A suspeita foi comunicada à ANP pela família em julho de 2025.

Petróleo cru | Foto: Marcelo Andrade/IFCE
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A Agência Nacional do Petróleo confirmou que a substância escura encontrada em uma propriedade rural no interior do Ceará é, de fato, petróleo bruto. O material foi descoberto pelo agricultor Sidrônio Moreira enquanto ele perfurava o solo em busca de água no município de Tabuleiro do Norte.

A suspeita foi comunicada à ANP pela família em julho de 2025. No entanto, a vistoria técnica da agência só ocorreu meses depois, em 12 de março de 2026, após o caso ganhar repercussão pública. Já no último dia 19 de maio, os exames físico-químicos foram concluídos, confirmando que o líquido encontrado é petróleo cru.

Segundo a agência, o resultado da análise foi encaminhado nesta quarta-feira (20) tanto ao proprietário do terreno quanto à Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Estado do Ceará (Semace), que poderá avaliar possíveis medidas ambientais relacionadas ao caso.

Os técnicos da ANP utilizaram para análise uma amostra coletada anteriormente pelo Instituto Federal do Ceará (IFCE), instituição que acompanha a situação desde o início. De acordo com a equipe da agência, a descoberta chamou atenção por ter ocorrido em uma profundidade considerada baixa, cerca de 40 metros, algo incomum para ocorrências desse tipo.

Com a confirmação da presença de petróleo, foi aberto um processo administrativo para investigar o potencial da área e estudar as características geológicas do local. O objetivo é avaliar o tamanho da possível reserva e verificar se existe viabilidade para exploração comercial.

Apesar disso, a ANP informou que ainda não há prazo para conclusão dos estudos técnicos e ressaltou que a confirmação da substância não garante que a região será explorada economicamente.

O líquido foi encontrado em novembro de 2024, quando Sidrônio tentava construir um poço artesiano para abastecer sua residência, já que a família não possui acesso à água encanada. Durante a perfuração, em vez de água, começou a sair um material preto, espesso, viscoso e com forte odor semelhante ao de combustível.

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