A extensionista de cílios Assíria Macêdo, de 29 anos, moradora de Fortaleza, usou as redes sociais para relatar os impactos do vício em jogos online, como o popular “Jogo do Tigrinho”, em sua vida pessoal e financeira.
O vídeo, publicado no início da semana, já ultrapassa 170 mil visualizações e gerou ampla repercussão. No desabafo, Assíria descreve o comportamento compulsivo em relação aos jogos e os prejuízos acumulados ao longo dos últimos quatro anos.
“Se tivesse R$ 5 mil na minha conta, eu jogava os R$ 5 mil. Se eu trabalhasse, pegava o dinheiro e jogava. Qualquer quantia que eu tivesse, eu jogava. Isso me destruiu, destruiu minha vida, destruiu meu casamento, destruiu meus pais. Eu perdi tudo”, afirmou.
Segundo a jovem, o que começou como entretenimento evoluiu para um vício que resultou em dívidas de cerca de R$ 50 mil. Para tentar cobrir os prejuízos, ela recorreu a empréstimos com agiotas e acabou sendo ameaçada.
A situação também afetou diretamente a família. De acordo com o relato, os pais venderam duas casas para ajudar a quitar parte das dívidas, e atualmente todos vivem de favor.
“Fiz muitas dívidas com agiotas. Meu esposo fez de tudo para ajudar, mas acabou se afundando também, porque eu não falava a verdade e voltava a jogar”, disse.
Busca por tratamento
Assíria afirma que reconhece o vício e agora busca ajuda para reverter a situação. Ela pretende conseguir um emprego para pagar as dívidas, sustentar os pais idosos e cuidar das duas filhas.
“Hoje eu reconheço que sou viciada, que preciso de ajuda, de tratamento. Quero trabalhar para pagar minhas dívidas e voltar a viver. Quero ver minha filha crescer e recuperar meu casamento”, declarou.
Após a repercussão do caso, uma amiga informou que a jovem conseguiu acesso a acompanhamento psicológico gratuito. Ela segue em busca de oportunidades para reorganizar a vida financeira.