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Acusada de matar companheiro no Ceará já responde por homicídio de ex-marido em 2021

Justiça converteu a prisão em flagrante de Francisca Erivanda da Silva Alcântara em prisão preventiva neste sábado (11)

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  • Justiça do Ceará converteu prisão em flagrante de Francisca Erivanda em preventiva por suspeita de homicídio de companheiro em Ipu.
  • Corpo da vítima foi encontrado com sinais de violência na zona rural de Ipu, na manhã de sexta-feira (10).
  • Francisca responde a outro processo por homicídio de ex-companheiro em 2021, com uso de arma branca.
  • Juiz destacou depoimentos de testemunhas e elementos da perícia como base para decisão de prisão preventiva.
  • Anteriormente presa em 2021, ela foi solta após medidas cautelares, mas foi considerada foragida por mudança de endereço.
Acusada de homicídio contra ex-marido volta a ser presa por morte de novo companheiro | Foto: Reprodução
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A Justiça do Ceará converteu em prisão preventiva, neste sábado (11), a prisão em flagrante de Francisca Erivanda da Silva Alcântara, de 23 anos, suspeita de matar o companheiro, Francisco José Rodrigues da Silva, de 39 anos, no município de Ipu, no interior cearense. A mulher também responde a uma ação penal por outro homicídio, ocorrido em 2021, que teve como vítima seu ex-companheiro.

De acordo com a decisão proferida durante a audiência de custódia, o corpo de Francisco José Rodrigues da Silva foi encontrado com sinais de violência na zona rural de Ipu, na manhã de sexta-feira (10). Conforme os autos, Francisca era a única pessoa que estava na residência com a vítima durante a noite em que o crime teria ocorrido.

Investigação do crime

Após o homicídio, policiais civis realizaram buscas e localizaram a suspeita em frente a uma agência bancária no centro de Ipu, carregando uma mochila. Ela foi levada para uma unidade policial, onde foi autuada em flagrante por homicídio doloso.

Ao justificar a conversão da prisão, o magistrado destacou depoimentos de testemunhas que relataram uma discussão entre o casal durante a madrugada, além do relato dos policiais responsáveis pela prisão e da informação prestada pela própria suspeita de que estava sozinha com a vítima no imóvel. A decisão também cita elementos da perícia que apontam que fios de cabelo encontrados no local pertenciam à investigada.

outro homicídio

Na decisão, o juiz ressaltou que Francisca Erivanda responde a outra ação penal por homicídio, referente à morte de William Pereira do Nascimento, seu companheiro à época, em 2021. Segundo o magistrado, os dois casos apresentam, em tese, o mesmo modus operandi, com o uso de arma branca.

Ela chegou a ser presa em flagrante pelo crime de 2021, mas foi colocada em liberdade dois dias depois mediante medidas cautelares, como comparecimento aos atos processuais, proibição de deixar a comarca e de mudar de endereço sem autorização judicial.

Decisão da Justiça

O magistrado também destacou que, no processo referente ao homicídio de 2021, a ré era considerada foragida após mudar de endereço sem comunicar a Justiça, o que inviabilizou sua citação pessoal e levou o Ministério Público a solicitar a citação por edital e a decretação de prisão cautelar.

Além dos dois casos de homicídio, Francisca Erivanda possui registros por lesão corporal, resistência e desacato.

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