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Facção cobrava R$ 1,50 por garrafão vendido em Fortaleza; cinco pessoas foram presas

Na operação da sexta-feira, a Polícia Civil encontrou Mikael e outros três homens transportando garrafões em um carro.

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  • Homens presos por extorsão a vendedores de água em Fortaleza cobravam R$ 1,50 por garrafão.
  • Comando Vermelho arrendou comunidades para exploração, levando a suspensão da venda de água.
  • Mikael Melo Moreira, identificado como "Mixaria", recolhia cobranças com apoio de outros suspeitos.
  • Polícia Civil apreendeu 80 garrafões, três carros e dinheiro durante operação contra organização criminosa.
  • Homens foram autuados em flagrante por integrar organização criminosa e domínio social estruturado.
Moradores temiam comprar água | Foto: TV Verdes Mares
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Os suspeitos preso na sexta-feira (6) por suspeita de extorsão a vendedores de água em Fortaleza cobravam R$ 1,50 por garrafão. O grupo passou a realizar a cobrança depois que o chefe do Comando Vermelho na região "arrendou" algumas comunidades do bairro Parque Dois Irmãos para exploração.

Assim como ocorreu na cidade de Banabuiú, que teve a venda de água suspensa após ameaças do Comando Vermelho, bairros da capital cearense também enfrentaram dificuldades na comercialização do produto por conta da criminalidade.

INVESTIGAÇÃO

De acordo com o processo, as extorsões iniciaram no dia 2 de novembro no "Complexo da Rosalina", que inclui as comunidades Rosalina e Riacho Doce, Jardim União I e II e Parque Dois Irmãos. Os comerciantes receberam ameaças telefônicas e presenciais exigindo o pagamento de R$ 1,50 por garrafão vendido.

Um dos "frentes" do CV foi identificado como Mikael Melo Moreira, vulgo "Mixaria". Ele seria responsável por recolher as cobranças e teria começado a extorquir os comerciantes após autorização do chefe do CV na Rosalina, identificado como Daniel Oliveira da Silva, vulgo “Daniel Trator". Mikael já havia sido descrito como segurança de Daniel anteriormente.

Segundo informações do inquérito policial, relatos de moradores e comerciantes apontavam que Daniel teria "arrendado" o controle da área a Mikael, que então passou a executar as cobranças com apoio dos outros suspeitos.

Na operação da sexta-feira, a Polícia Civil encontrou Mikael e outros três homens transportando garrafões em um carro. Um deles seria um comerciante identificado como Francisco Emídio de Araújo, cunhado de Mikael, que, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública atuava "em conluio" com Mikael para controlar a venda de água na comunidade.

A Polícia Civil também apreendeu cerca de 80 garrafões de água mineral, três carros e uma carroça utilizada no reboque de um dos veículos, celulares e uma quantia em dinheiro.Os homens foram autuados em flagrante por integrar organização criminosa, nos termos da nova Lei Antifacção, por domínio social estruturado.

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