- Grupo suspeito sequestrou mulher em Fortaleza após sair de casa de shows e entrar em carro de aplicativo.
- Vítima foi mantida em cárcere privado, ameaçada e teve contas bancárias acessadas para movimentações.
- Motorista confessou participação no crime e apontou Claudio Natan como articulador do sequestro.
- Quadrilha foi presa em residência com joias, armas falsas, drogas e dinheiro proveniente do sequestro.
Um grupo é suspeito de sequestrar uma mulher após sair de uma casa de shows e entrar em um carro de aplicativo em Fortaleza, no Ceará. Eles teriam mantido a vítima em cárcere privado, roubado e feito transferências em seu nome.
O caso aconteceu na última quinta-feira (9). A informação foi divulgada pelo G1 ceará que revelou quem são os suspeitos:
Matheus Bandeira Fontoura;
Claudio Natan;
Otavio Joas Martins de Castro;
Ana Karolina da Silva Horta
COMO TUDO ACONTECEU
O veículo era conduzido por Matheus Bandeira Fontoura que teria alterado a rota da viagem e reduzido a velocidade do carro em local combinado com os suspeitos, momento em que dois comparsas entraram no carro.
Os assaltantes estariam armados e assumiram o controle do veículo. A vítima foi encapuzada e coagida a permitir o acesso a contas bancárias. As investigações apontam que ela foi levada a um cativeiro, onde passou a sofrer ameaças de morte.
O grupo teria feito diversas movimentações eletrônicas, contratou empréstimos bancários e utilizou os cartões da passageira.
PRISÃO DA QUADRILHA
As investigações revelaram que parte dos valores roubados foi transferida diretamente para a conta do motorista de aplicativo.
O motorista confessou a participação no crime e apontou Claudio Natan Barros da Silva, conhecido como "Sorriso", como um dos articuladores do sequestro.
As equipes policiais também localizaram Claudio Natan, Otavio Joas Martins de Castro e Ana Karolina da Silva Horta em uma residência vinculada aos investigados. Joias da vítima, armas falsas, dinheiro, maconha e cocaína foram apreendidos no local.
A Polícia afirma que Ana Karolina ajudou a efetuar os Pix e as movimentações bancárias enquanto a vítima estava no cativeiro. Já Otavio atuou na operacionalização das fraudes financeiras e no tráfico de entorpecentes. Uma quinta integrante, identificada como Rayane da Silva Queiroz, também foi presa por receber parte do dinheiro roubado.