- A jovem Ana Clara Antero de Oliveira foi vítima de tentativa de feminicídio em Quixeramobim (CE).
- Os suspeitos, Evangelista Rocha dos Santos e Ronivaldo Rocha dos Santos, foram presos horas após o crime.
- A jovem teve uma mão decepada e outra semi-decepada em um ataque com foice pelo cunhado.
- Os membros da jovem foram reimplantados em cirurgia de alta complexidade considerada um sucesso pela equipe médica.
As mãos reimplantadas da jovem Ana Clara Antero de Oliveira, vítima de uma tentativa de feminicídio na cidade de Quixeramobim (CE), começaram a se mexer. A jovem foi atacada com golpes de foice na sexta-feira (1º) e pelo cunhado Evangelista Rocha dos Santos, de 34 anos.
A jovem também está consciente, voltou a falar e lembra de tudo que aconteceu.
O QUE ACONTECEU?
De acordo com a Polícia Civil do Ceará, Ana Clara foi atacada pelo cunhado a mando do irmão, Ronivaldo Rocha dos Santos, de 40 anos, que era namorado da jovem. Os homens estão presos. No crime, ela teve uma mão decepada e outra semi-decepada, além de lesões no ombro e em outras partes do corpo.
Os membros da jovem foram reimplantados em uma cirurgia de alta complexidade considerada um sucesso pela equipe médica.
É um caso triste, lamentável. Quando chegou aqui ao IJF, já foi direcionada ao centro cirúrgico para realizar uma cirurgia complexa. A paciente foi submetida a uma cirurgia de alta complexidade, onde foi reconstruída a parte óssea, a parte de tendão extensor, flexor, de nervos periféricos, enfim. Foram reconstruídas todas as estruturas, tanto do membro superior direito quanto do membro superior esquerdo, disse o superintendente e cirurgião de mãos do Instituto Doutor José Frota (IJF), João Gilberto Macêdo, à TV Verdes Mares.
A paciente continua internada em unidade de terapia intensiva (UTI), onde recebe um atendimento multidisciplinar, com psicologia, assistência social.
Os dois suspeitos foram presos horas após o crime. Evangelista foi capturado em casa, em Quixeramobim, enquanto Ronivaldo foi localizado no município de Madalena, a cerca de 63 quilômetros do local da ocorrência.
A vítima mantinha um relacionamento com o suspeito há cerca de dois anos. Testemunhas relataram que a relação era conturbada e que já haviam ocorrido episódios anteriores de violência doméstica.