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Polícia ouve novas testemunhas durante investigação sobre morte de Isabelle Caracristi

Diarista que trabalhava no apartamento do casal prestou depoimento e negou ter feito qualquer limpeza no imóvel após a morte da jovem

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  • Policia Civil do Ceará ouviu novas testemunhas durante investigação da morte de Isabelle Caracristi.
  • Diarista afirma não ter limpado apartamento onde a universitária morava e nem saber do ocorrido.
  • Advogada nega participação da cliente em limpeza ou alteração da cena do crime.
  • Investigação analisa vídeos, aparelhos e imagens de câmeras para esclarecer o caso.
  • João Munhoz, namorado de Isabelle, permanece preso e é investigado por violência psicológica.
Isabelle Caracristi | Foto: Reprodução
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A Polícia Civil do Ceará ouviu novas testemunhas neste sábado (26) durante a investigação sobre a morte da universitária Isabelle Caracristi, de 22 anos. A jovem foi encontrada sem vida em um condomínio no bairro Aldeota, em Fortaleza, no dia 13 de setembro. Ao todo, mais de dez pessoas já prestaram depoimento no decorrer do inquérito.

Entre as testemunhas ouvidas está uma diarista que prestava serviços no apartamento onde Isabelle morava com João Munhoz Neto, namorado da jovem, que está preso preventivamente e é investigado por violência psicológica e indução ao suicídio.

Diarista afirma que não limpou apartamento

Segundo a advogada Lídia Aguiar, que representa a diarista, a profissional costumava ir ao imóvel duas vezes e tinha contato com Isabelle, mas nunca presenciou discussões entre o casal. A residência também contava com câmeras de segurança.

A mulher esteve no apartamento no dia 15 de setembro, dois dias após a morte de Isabelle. Segundo a defesa, ela foi ao local para realizar o serviço habitual, mas deixou o imóvel assim que soube do que havia acontecido.

“Ela não tinha conhecimento do que ocorreu, ninguém informou para ela, e ela foi fazer o serviço dela. Quando ela chegou lá, que ela tomou o conhecimento do que tinha ocorrido, ela só saiu do imóvel”, afirmou a advogada.

A declaração foi dada após a Polícia Civil informar que depoimentos apontaram que o apartamento teria sido limpo e colocado à venda depois da morte da universitária. A advogada negou que sua cliente tenha participado de qualquer limpeza ou alteração na cena.

O QUE SE SABE ATÉ AGORA?


Investigação continua

Além dos novos depoimentos, a Polícia Civil analisa aparelhos eletrônicos, perícias e imagens de câmeras de segurança relacionadas ao caso. Mais de 700 vídeos estão sendo verificados pelos investigadores.

João Munhoz permanece preso preventivamente. Segundo a investigação, depoimentos reunidos até o momento apontam indícios de violência psicológica e comportamento controlador na relação com Isabelle. Ele é investigado por violência psicológica e indução ao suicídio.

A Polícia Civil informou que outras testemunhas ainda devem ser ouvidas e que as investigações continuam. A corporação também segue analisando imagens de videomonitoramento e dados de aparelhos apreendidos.


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