- Homem de 25 anos preso suspeito de ter matado Bruxo Paulo Padilha em Fortaleza.
- Crime ocorreu em oficina após pneu furar, com suspeito fugindo após atirar contra os ocupantes.
- Paulo Padilha era fundador da primeira Igreja de Lúcifer do Ceará e tinha antecedentes criminais.
- Polícia apreendeu armas, munições e roupas usadas no crime durante a prisão do suspeito.
- Investigações continuam para identificar outros envolvidos e esclarecer motivação do ataque.
Um homem de 25 anos foi preso suspeito de envolvimento na morte de Luciano Victor Melo de Sousa, de 38 anos, conhecido como Bruxo Paulo Padilha, fundador da primeira Igreja de Lúcifer do Ceará.
O crime aconteceu na manhã desta quinta-feira (20), no cruzamento da Avenida 13 de Maio com a Rua Barão do Rio Branco, no Bairro de Fátima, em Fortaleza.
No momento do ataque, Paulo estava acompanhado de um homem de 21 anos, que também foi baleado e precisou ser socorrido.
Horas após o homicídio, a Polícia Civil localizou o suspeito no Bairro Farias Brito. Durante a ação, foram apreendidas duas armas de fogo, uma pistola e um revólver, além de munições, uma motocicleta e roupas que teriam sido usadas no crime.
O suspeito não teve a identidade divulgada. A imagem do momento da prisão foi divulgada pela Secretaria da Segurança Pública com o rosto desfocado.
Ele foi levado ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde foi autuado em flagrante por homicídio e posse ilegal de arma de fogo.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a motivação do crime.
Ataque aconteceu em oficina
Segundo testemunhas, Paulo Padilha estava em um carro com o amigo, seguindo no sentido Benfica-Aldeota, quando um dos pneus do veículo furou na Avenida 13 de Maio.
Os dois pararam em uma oficina para fazer a troca do pneu. Enquanto aguardavam o serviço, um motociclista se aproximou e atirou contra os ocupantes do carro. Em seguida, o suspeito fugiu.
Paulo foi atingido por disparos na cabeça e no abdômen. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
O amigo, de 21 anos, também foi baleado na cabeça. Segundo as informações apresentadas na ocorrência, ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em estado grave.
Bruxo Paulo é morto a tiros em Fortaleza | Foto: Reprodução
Quem era Paulo Padilha
Paulo Padilha se apresentava nas redes sociais como bruxo e bispo satânico. Ele era praticante da quimbanda luciferiana, tradição que cultua entidades como exus e pombagiras.
Ele também era um tata, termo de origem congo-angolesa utilizado para designar um mestre ou dirigente ritualístico. A palavra pode significar “pai” ou “sacerdote”.
A Igreja de Lúcifer fundada por Paulo funciona desde setembro de 2023, na Rua Instituto do Ceará, no Bairro Benfica, em Fortaleza. Segundo o próprio sacerdote, o templo era o primeiro do tipo no estado.
Nas redes sociais, onde reunia pouco mais de 4 mil seguidores, Paulo publicava registros de cerimônias, eventos e práticas relacionadas à magia.
Além das atividades religiosas, ele era proprietário de pelo menos dois bares no Bairro Benfica. Segundo apurações, Paulo estava em um dos estabelecimentos durante a madrugada do dia do crime.
Paulo tinha antecedentes criminais
Em março de 2025, Luciano Victor Melo foi preso em flagrante em um de seus bares por suspeita dos crimes de ameaça, desacato, corrupção ativa e injúria com conteúdo homofóbico contra duas mulheres e policiais que atenderam à ocorrência.
Segundo o documento da audiência de custódia, os policiais foram chamados para dar apoio a um socorrista do Samu que estaria sendo ameaçado.
Ainda conforme o relato policial, a equipe pediu a redução do volume do som do estabelecimento. Paulo teria se exaltado e xingado as mulheres e os policiais. Os agentes também afirmaram que ele teria oferecido dinheiro para evitar a prisão.
Após a audiência de custódia, Paulo foi liberado mediante pagamento de fiança equivalente a três salários mínimos e cumprimento de medidas cautelares, incluindo a proibição de se aproximar das vítimas.