- Júlia Natália Girão Gomes, policial militar de 27 anos, é suspeita de envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva.
- Corpo do soldado foi encontrado carbonizado em carro em Itaitinga, no Ceará, onde ela foi encontrada com as mãos amarradas.
- PM presa e soldado morto eram colegas de equipe e ela possui histórico criminal, incluindo estelionato e lavagem de bens.
- Câmeras mostram que ela estava na oficina do marido às 8h52, contradizendo versão da PM sobre sua localização.
- Policia Civil investiga hipótese de forjar cena do crime para se passar por vítima e motivação do homicídio.
Júlia Natália Girão Gomes, de 27 anos, é a policial militar suspeita de ter envolvimento na morte do soldado Raphael Sampaio da Silva. O agente foi encontrado carbonizado dentro de um carro em Itaitinga, no Ceará.
Ela já possui histórico criminal e entrou na PM do Ceará ainda em novembro de 2024. A suspeita foi autuada em flagrante por homicídio enquanto estava na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, em Fortaleza.
PASSAGEM POR ESTELIONATO E LAVAGEM
A policial já tinha passagem por estelionato, lavagem ou ocultação de bens e integrar organização criminosa. Ela foi encontrada por moradores com as mãos amarradas próximo ao local onde o corpo de Raphael Sampaio da Silva estava. A PM presa e o soldado morto eram colegas de equipe no mesmo batalhão da Polícia Militar.
Informações obtidas pela TV Verdes Mares do Ceará apontam que câmeras de segurança registram que ela estava na oficina do marido às 8h52 da terça-feira (11).
A imagem rebateu a versão apresentada pela PM, em depoimento prestado à Polícia Civil, de que ela estava amarrada próximo ao local onde o corpo do militar foi encontrado carbonizado nesse horário.
AS HIPÓTESES LEVANTADAS
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que a suspeita tenha forjado estar na cena do crime para se passar por vítima junto de Raphael, com quem ela teria tido um relacionamento amoroso. A motivação do homicídio é investigada.
O marido da PM também é investigado por ligação com o homicídio e foi ouvido por policiais civis, no DHPP, na noite de terça (11). Ele já responde por estelionato, falsa identidade, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, integrar organização criminosa, receptação e posse irregular de arma de fogo de uso permitido.