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Policial penal preso por liberar celulares tinha grande quantia de dinheiro em casa

Na residência do policial, os agentes localizaram R$ 3 mil no veículo de José Ramony, R$ 18,3 mil no guarda-roupa de seu quarto, R$ 18 mil em uma maleta no escritório

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Policial penal preso com R$ 40 mil em espécie e diversos celulares por suspeita de facilitar entrada de celulares em presídio. Prisão ocorreu durante coffee break organizado por investigadores da Polícia Civil como parte de operação. Investigações apontam envolvimento do policial em esquema que permitia o uso de celulares nas prisões.
Durante o coffee break, ele foi levado a uma sala da direção, onde agentes civis e penais já o aguardavam para prendê-lo | Foto: Reprodução
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O policial penal José Ramony Emanoel, detido sob suspeita de facilitar a entrada de celulares para presos em um presídio de Itaitinga, região metropolitana de Fortaleza (CE), possuía R$ 40 mil em espécie em sua residência.

José Ramony foi preso na última quinta-feira (31/10) dentro do próprio presídio. Ele é ex-diretor de pelo menos três unidades prisionais na área. Durante a operação, além do mandado de prisão temporária, a polícia também cumpriu um mandado de busca e apreensão, encontrando a quantia em dinheiro, diversos celulares e um carro de luxo do servidor público.

Na residência do policial, os agentes localizaram R$ 3 mil no veículo de José Ramony, R$ 18,3 mil no guarda-roupa de seu quarto, R$ 18 mil em uma maleta no escritório, R$ 5 mil em uma gaveta da sala e mais R$ 1 mil em outro quarto.

Operação e coffee break

Investigadores da Polícia Civil do Ceará (PCCE) realizaram a prisão de José Ramony após organizarem uma reunião com coffee break como parte da operação.

A detenção é resultado de uma investigação conduzida pela Controladoria-Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD-CE), que apura o envolvimento do policial penal no esquema que permitia o uso de celulares nas prisões.

Em depoimento, José Ramony contou que foi convidado para um evento de inauguração de uma empresa dentro de uma unidade prisional, onde estariam gestores e toda a diretoria da prisão. Durante o coffee break, ele foi retirado do local e levado a uma sala da direção, onde agentes civis e penais já o aguardavam para efetuar a prisão. Ele recebeu voz de prisão no local e, no dia seguinte, teve a detenção temporária convertida em preventiva após audiência de custódia.

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