Embora o crime tenha ganhado destaque, a Espanha vivia uma crise política que influenciou o julgamento de Aurora Rodríguez Carballeira. O país passava por tensões após a mudança de governo, o que polarizou o processo: a defesa alegava problemas mentais, enquanto a acusação insistia que ela estava em pleno controle, com motivações também políticas.
O promotor José Valenzuela Moreno sustentou que Aurora não era louca, e ela acabou condenada a mais de 26 anos de prisão. Curiosamente, aceitou a sentença e até planejou reformar o sistema prisional.
Pouco depois, porém, foi transferida para um hospital psiquiátrico, onde permaneceu até sua morte, em 1956. Seu caso posteriormente contribuiu para estudos na área da psiquiatria.