Arquivo Nacional pede à Caixa acesso a cadernetas de poupança de escravizados
- Arquivos podem ajudar a localizar herdeiros
Informações podem levar ao destino dos depósitos, ainda incerto. Tema será abordado na 2ª Conferência Nacional de Arquivos, que será aberta nesta terça-feira em Brasília
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Com a abertura dos arquivos, pesquisadores poderão identificar os titulares das contas e tentar localizar descendentes. Muitas das cadernetas deixaram de ser movimentadas após a abolição da escravatura e a Proclamação da República.
As contas eram abertas principalmente por escravizados de áreas urbanas, que conseguiam guardar dinheiro obtido em trabalhos extras autorizados por seus senhores.
Em 1877, a Caixa já possuía agências em províncias como Bahia, Maranhão, Pernambuco, São Paulo e Pará, entre outras regiões do país. Parte das contas identificadas pode ter origem nesses locais.
Em nota, a Caixa informou que a preservação e pesquisa do acervo histórico é um processo contínuo, realizado por equipes multidisciplinares da Caixa Cultural. O banco afirmou ainda que as análises em outros documentos históricos seguem em andamento.