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Cientistas encontram no deserto do Atacama organismo raro que surpreende pesquisadores

Resultado de uma pesquisa recente no solo desértico revela presença de um tipo de verme que só cresce em ambientes extremos

Cientistas encontram no deserto do Atacama organismo raro | Foto: Departamento de Agricultura dos Estados Unidos
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Mesmo sendo considerado um dos lugares mais inóspitos do planeta, o Deserto do Atacama revelou uma descoberta surpreendente: a presença de organismos vivos em seu solo extremamente árido. Pesquisadores da Universidade de Colônia identificaram formas de vida que antes eram conhecidas apenas em ambientes como o fundo do mar e a Antártida.

Como foi feita a descoberta

O estudo, publicado na revista Nature Communications, analisou amostras de solo de diferentes regiões do deserto, incluindo:

  • dunas
  • montanhas de alta altitude
  • lagos salinos
  • vales fluviais
  • oásis de neblina

Os cientistas avaliaram fatores como umidade, radiação ultravioleta, salinidade e presença de vegetação.

O que foram encontrados: nematoides

A principal descoberta foi a presença de comunidades de Nematoides, organismos microscópicos e transparentes. Segundo a Universidade da Califórnia, existem milhares de espécies desses vermes, que vivem em praticamente qualquer ambiente com solo ou água.

Eles desempenham papel essencial, pois:

  • se alimentam de bactérias e fungos
  • ajudam a manter o equilíbrio dos ecossistemas

Os pesquisadores identificaram:

  • 21 famílias
  • 56 gêneros de nematoides

Esse número indica uma diversidade muito maior do que se imaginava para um ambiente tão extremo.

Imagem:  Departamento de Agricultura dos Estados Unidos

Adaptação e reprodução

Embora muitos nematoides se reproduzam de forma sexual, no Atacama predominam os que se reproduzem assexualmente, especialmente em áreas de maior altitude. Segundo o estudo, essa adaptação ajuda na sobrevivência em condições extremas, onde encontrar parceiros pode ser difícil.

O que isso revela sobre a vida?

A descoberta mostra que a vida pode persistir até nos ambientes mais hostis da Terra. O Deserto do Atacama, inclusive, já é utilizado pela NASA como modelo para estudos sobre Marte — e essa nova evidência reforça a possibilidade de existência de vida em outros planetas.

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