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Conexão? Por que algumas pessoas ‘levam choques’ quando se encostam?

A sensação tem origem na eletricidade estática e na troca de cargas elétricas acumuladas entre os corpos

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  • A eletricidade estática é responsável por pequenos choques ao tocar outra pessoa.
  • Os elétrons se movimentam com maior facilidade, causando acúmulo de carga negativa em certos materiais.
  • O clima seco aumenta a ocorrência de choques elétricos, pois a umidade ajuda a dissipar as cargas elétricas.
  • Materiais como seda e vidro podem produzir carga positiva ao atritarem-se.
Por que algumas pessoas ‘levam choques’ quando se encostam? | Foto: Reprodução/Magnific
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A sensação de receber um pequeno choque elétrico ao tocar outra pessoa é um fenômeno bastante comum e costuma despertar curiosidade. Embora muitas pessoas associem a experiência a uma suposta conexão especial ou transferência de energia, a ciência explica que o fenômeno está relacionado à eletricidade estática e à movimentação de elétrons entre corpos com cargas diferentes.

Todos os seres vivos e objetos são formados por átomos, compostos por prótons (carga positiva), nêutrons (sem carga elétrica) e elétrons (carga negativa).

Em condições normais, existe um equilíbrio entre prótons e elétrons, tornando os átomos eletricamente neutros. No entanto, esse equilíbrio pode ser alterado quando ocorre contato ou atrito entre determinados materiais, fazendo com que alguns corpos acumulem carga elétrica.

Como acontece o choque elétrico

Segundo especialistas, os elétrons são as partículas que se movimentam com maior facilidade. Quando uma pessoa ou objeto acumula excesso de elétrons, passa a apresentar uma carga negativa.

Ao tocar outro corpo com carga diferente, ocorre uma rápida transferência de elétrons para restabelecer o equilíbrio elétrico. Essa descarga instantânea é conhecida como eletricidade estática e pode ser percebida como uma pequena faísca ou uma sensação de formigamento.

A geração de eletricidade estática ocorre com frequência quando dois materiais entram em atrito, especialmente superfícies secas e isolantes. Nessas situações, os materiais podem adquirir cargas opostas, que permanecem acumuladas até serem descarregadas ao entrar em contato com outro objeto ou pessoa.

Clima seco aumenta a ocorrência de choques

As condições climáticas também influenciam diretamente o fenômeno. Em ambientes com baixa umidade do ar, como durante o inverno ou em locais muito secos, os elétrons tendem a se acumular com mais facilidade na superfície da pele e dos objetos. Já em ambientes úmidos, a umidade ajuda a dissipar as cargas elétricas, reduzindo significativamente a ocorrência desses pequenos choques.

Um dos exemplos mais impressionantes de eletricidade estática são os raios, que ocorrem devido ao acúmulo e à liberação de grandes quantidades de cargas elétricas na atmosfera. No entanto, os choques que acontecem no dia a dia entre pessoas costumam ser de intensidade muito baixa e, na maioria dos casos, não representam riscos à saúde.

Alguns materiais geram mais eletricidade estática

Determinados materiais favorecem a geração de cargas elétricas. O atrito entre seda e vidro, por exemplo, pode produzir carga positiva. Já o contato da pele humana com materiais como plástico e borracha tende a gerar acúmulo de carga negativa. Por isso, em determinadas situações, basta um simples toque para que ocorra a descarga elétrica e a conhecida sensação de choque.

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