SEÇÕES

Escadas, Cristo e mais: confira as visões mais comuns antes da morte

Estudo com profissionais que cuidam de pacientes em cuidados paliativos mostram seus sonhos e visões recorrentes

Estudo mostra quais imagens aparecem nos sonhos antes da morte | Foto: Imagem de Freepik
Siga-nos no

Um estudo conduzido pelo IRCCS Reggio Emilia, ligado à autoridade de saúde da província de Reggio Emilia, investigou os chamados sonhos e visões do fim da vida (SVFV) em pacientes terminais. Os resultados preliminares foram publicados na revista científica Death Studies.

Metodologia da pesquisa

Os pesquisadores entrevistaram 239 profissionais de saúde — incluindo enfermeiros, psicólogos, voluntários e especialistas em cuidados paliativos — que relataram experiências compartilhadas por pacientes nos dias anteriores à morte.

Entre os relatos mais comuns estão imagens simbólicas de transição, como:

  • Luzes intensas
  • Portas e escadas
  • Sensação de passagem ou mudança

Também houve relatos de experiências com forte conteúdo espiritual, como visões de Jesus Cristo, descrito com os braços abertos em direção a uma luz.

Função emocional e simbólica

Segundo os pesquisadores, esses sonhos têm um importante papel psicológico e relacional. Eles permitem que pacientes expressem sentimentos difíceis de verbalizar, utilizando linguagem simbólica.

Além disso, sonhos com entes queridos falecidos são frequentes e podem representar uma forma de conforto emocional ou preparação para a morte.

Relação com o sono e a saúde

O estudo aponta que pacientes terminais tendem a lembrar mais dos sonhos devido a fatores como:

  • Estresse
  • Depressão
  • Distúrbios do sono

Essas condições aumentam o tempo na fase REM, período em que os sonhos são mais intensos.

Sonhos perturbadores também ocorrem

Apesar de muitos relatos reconfortantes, também há descrições de sonhos angustiantes, como visões de monstros ou ameaças. Segundo os autores, essas experiências podem indicar necessidades emocionais ou clínicas não atendidas.

A pesquisadora Elisa Rabitti destacou que ainda há lacunas no entendimento científico sobre o tema. De acordo com ela, apesar da frequência e relevância dos SVFV, ainda falta uma compreensão mais clara, tanto clínica quanto cultural, sobre esses fenômenos.

Tópicos
Carregue mais
Veja Também