Procedimento custou R$ 237 mil
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Stacey (ela preferiu ocultar o sobrenome), de 34 anos, faz coro a Katrina. Ela gastou US$ 45 mil (R$ 237 mil) para preencher os quadris e o bumbum com gordura de um doador falecido. "Pode parecer chocante no início", disse a especialista financeira de Nova York (EUA), a meca do procedimento. "Mas, do ponto de vista científico, o tecido de doadores de cadáveres é usado na medicina há décadas", emendou ela.
A nova-iorquina usou os restos mortais humanos para um mini-Brazilian Butt Lift (BBL). Ela também recorreu ao material para preencher as depressões do quadril e para corrigir uma lipoaspiração malfeita na parte interna da coxa esquerda. "É altamente regulamentado e obtido de forma ética. É como se estivéssemos reciclando", defendeu ela, elogiando os doadores.
A gordura pode vir de doações de corpo inteiro, que são gerenciadas no estado de Nova York pela Associated Medical Schools of New York (Escolas Médicasa Associadas de Nova York), o que exige um cadastro separado, sem restrições. Os doadores devem ter mais de 18 anos e não apresentar condições médicas específicas, como doenças transmissíveis, além de terem sido submetidos a autópsia.
O AlloClae, da Tiger Aesthetics, uma empresa de engenharia de tecidos, é o "primeiro tecido adiposo estrutural desenvolvido para procedimentos estéticos corporais, proporcionando amortecimento, volume e sustentação", segundo seu site. Esterilizado e livre do DNA do doador, o preenchedor "mantém a estrutura tridimensional em favo de mel dos adipócitos (células que armazenam energia como gordura) para proporcionar volume imediato no local da aplicação". A empresa não especifica a origem exata da gordura utilizada.