Taxa de acesso
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A decisão de Veneza de cobrar uma taxa de acesso ao seu centro histórico reacendeu um debate mundial sobre os limites do turismo em destinos muito procurados. No Brasil, porém, essa discussão não é novidade. Há anos, cidades turísticas adotam cobranças para visitantes como forma de controlar o fluxo de pessoas, proteger o meio ambiente e reduzir os impactos sobre a infraestrutura local.
Assim como ocorre na cidade italiana, praias, ilhas, parques naturais e vilas turísticas brasileiras passaram a usar taxas ambientais ou de acesso como ferramenta de gestão. Os valores variam conforme o destino, o tempo de permanência ou o tipo de transporte utilizado, mas o objetivo é comum: preservar paisagens naturais e garantir que o turismo continue sendo viável a longo prazo.
O movimento observado em Veneza ajuda a ilustrar um desafio já conhecido por destinos brasileiros muito disputados. Em períodos de alta temporada, o número de visitantes costuma superar a capacidade local, pressionando serviços públicos, áreas naturais e a qualidade de vida dos moradores.
Para lidar com isso, muitas cidades passaram a cobrar taxas por visitante, por veículo ou por diária. Em vários casos, o pagamento é exigido antes mesmo da chegada ao destino, funcionando também como mecanismo de planejamento.
Moradores geralmente têm isenção ou descontos, enquanto o custo da preservação recai principalmente sobre quem visita a cidade a lazer.