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Saiba quem foi o 'Anjo da Morte, médico nazista que morreu no Brasil - Suíça vai divulgar arquivos secretos sobre Josef Mengele

Mengele fugiu da Europa após a guerra e morou no país, mas durante anos houve rumores de que ele passou algum tempo na Suíça. - Suíça vai divulgar arquivos secretos sobre Josef Mengele

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Suíça vai divulgar arquivos secretos sobre Josef Mengele

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O Serviço Federal de Inteligência da Suíça anunciou que tornará públicos arquivos secretos relacionados ao criminoso de guerra nazista Josef Mengele.

Mengele fugiu da Europa após a Segunda Guerra Mundial e morreu no Brasil em 1979. Durante décadas, circularam rumores de que Mengele teria passado um período na Suíça, apesar da existência de um mandado internacional de prisão contra ele.

Segundo relatos, historiadores solicitaram repetidamente acesso aos documentos, mas as autoridades suíças vinham negando a liberação dos arquivos até agora. Josef Mengele era médico e integrava a Waffen-SS, ligada ao regime nazista de Adolf Hitler.

Ele atuou no campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia ocupada pelos nazistas.

No local, Mengele selecionava prisioneiros que seriam enviados às câmaras de gás. Estima-se que cerca de 1,1 milhão de pessoas morreram em Auschwitz, incluindo aproximadamente um milhão de judeus. Conhecido como “Anjo da Morte”, Mengele também escolhia prisioneiros — especialmente crianças e gêmeos — para experimentos médicos considerados sádicos e desumanos.

Muitas das vítimas morreram em decorrência das experiências ou posteriormente foram executadas. Após o fim da guerra, Mengele adotou identidade falsa e conseguiu fugir da Europa.

Segundo os registros históricos, ele obteve documentos de viagem da Cruz Vermelha no consulado suíço em Gênova.

Os documentos foram utilizados para sua fuga rumo à América do Sul. A Cruz Vermelha informou posteriormente que os documentos tinham como objetivo auxiliar milhões de deslocados e apátridas no pós-guerra.

No entanto, integrantes do regime nazista também conseguiram utilizá-los para escapar da Justiça internacional — fato pelo qual a entidade reconheceu responsabilidade e pediu desculpas anos depois.

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