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Julio Iglesias é acusado de assédio sexual por ex-funcionárias

As duas mulheres trabalharam para o cantor em residências localizadas na República Dominicana e nas Bahamas,

Julio Iglesias | Divulgação

Julio Iglesias está sendo acusado por duas mulheres de assédio sexual, abuso de poder e maus-tratos psicológicos. As duas trabalharam para o cantor espanhol em residências localizadas na República Dominicana e nas Bahamas. 

Os relatos integram uma investigação conduzida pelo portal espanhol elDiario.es em parceria com a Univision Noticias, tornada pública nesta semana após três anos de trabalho jornalístico.

Uma trabalhadora doméstica e uma fisioterapeuta particular, que são as denunciantes, descrevem um ambiente marcado por controle excessivo, humilhações constantes e medo de represálias. Elas alegam que o vínculo profissional era atravessado por ameaças frequentes de demissão, jornadas exaustivas e restrições que extrapolavam o ambiente de trabalho, alcançando a vida pessoal.

''Sentia-me obrigada a fazer coisas sem ter a opção de dizer não’’, relatou a ex-funcionária. Em seu depoimento, ela afirmou que o clima dentro da casa era de tensão permanente. ''Aquilo era um pesadelo. Um lugar horrível’’, disse.

Segundo a mulher, recusas a determinadas exigências resultavam em insultos e humilhações, frequentemente acompanhados de comparações com modelos e da ideia de que ela deveria se considerar “sortuda” por trabalhar para o astro internacional.

Já a fisioterapeuta, descreveu Iglesias como “extremamente controlador” e disse que o medo era o principal instrumento de poder. ''Ele ameaçava demitir você o tempo todo e reforçava que trabalhar para ele era a melhor coisa que poderia ter acontecido na sua vida’’, afirmou.

Além do ambiente de controle e humilhação, as duas mulheres também relatam episódios de abuso sexual. Segundo a trabalhadora doméstica, os abusos ocorriam principalmente quando a esposa do cantor, Miranda Rijnsburger, não estava no local. Em seu relato, ela acrescentou que situações de cunho sexual eram impostas de forma recorrente, mesmo diante de manifestações explícitas de desconforto ou recusa.

A fisioterapeuta também descreveu episódios de toques não consentidos e abordagens de teor sexual, além de conversas consideradas invasivas e constrangedoras. Em seu depoimento, ela pontuou que, embora em alguns momentos conseguisse impor limites, presenciou situações em que outras funcionárias não conseguiam dizer “não”.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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