- Juliano Floss e Jonas Sulzbach foram vítimas de vídeo íntimo falso criado por inteligência artificial.
- Internautas reagiram ao conteúdo, alertando sobre os riscos da tecnologia e impacto na indústria pornô.
- Marina Sena, namorada de Juliano Floss, criticou a falta de responsabilidade e disse que processará os responsáveis.
- Produzir deepfake íntimo é crime no Brasil, com pena de detenção e multa prevista no Código Penal.
- Lei nº 15.487, sancionada em agosto de 2026, protege crianças e adolescentes contra violência sexual digital.
Juliano Floss e Jonas Sulzbach foram vítimas de um vídeo íntimo falso que está circulando nas redes sociais deste a noite da última quarta-feira (30). O conteúdo envolvendo os dois ex-BBBs foi criado por inteligência artificial.
Os internautas reagiram às imagens. ‘’Acordei em polvorosa com o vídeo do Juliano Floss e Jonas. Precisamos urgentemente discutir os limites da IA, o realismo é bizarro’’, disse um. ‘’Acabei de ver um vídeo de IA que fizeram do Juliano dando para o Jonas e ficou muito real. Estou impactado com a tecnologia e os perigos dela’’. Escreveu outro. ‘’Depois desse vídeo de IA do Juliano com o Jonas, a indústria pornô vai ter que se reinventar para sobreviver’’, opinou uma terceira.
O namorado de Marina Sena se pronunciou sobre o assunto no X (antigo Twitter). “Anotando nome por nome. Não me dá trabalho nenhum achar e processar alguém que está cometendo um crime contra mim. Tem gente que acha que aqui é terra de ninguém só porque não tem o nomezinho e CPF'', escreveu.
Criar deepfake íntimo é crime no Brasil
A legislação brasileira já prevê punição para a produção de montagens que coloquem uma pessoa em cenas íntimas sem autorização. O artigo 216-B do Código Penal estabelece como crime realizar montagem em fotografia, vídeo, áudio ou outro registro com o objetivo de incluir alguém em cena de nudez ou ato sexual ou libidinoso de caráter íntimo.
A pena prevista é de detenção de seis meses a um ano e multa.
A legislação também vem sendo atualizada para lidar especificamente com crimes praticados com inteligência artificial. Em agosto de 2026, foi sancionada a Lei nº 15.487, que ampliou a proteção de crianças e adolescentes contra violência sexual digital e passou a prever expressamente situações envolvendo imagens manipuladas ou geradas por inteligência artificial.
No caso de adultos, a aplicação da legislação depende das circunstâncias do conteúdo produzido e da conduta de quem criou, divulgou ou utilizou o material. Além da criação da montagem, outras práticas relacionadas à divulgação de conteúdo íntimo podem gerar consequências criminais e civis..