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Entenda o caso Jeffrey Epstein, o magnata envolvido em uma rede de tráfico sexual

O caso Jeffrey Epstein: mergulhe no escândalo de abuso sexual, sua morte controversa e a recente divulgação de arquivos que expõem figuras poderosas

Entenda o caso Jeffrey Epstein, o magnata envolvido em uma rede de tráfico sexual | Reprodução

O nome Jeffrey Epstein tornou-se sinônimo de um dos maiores escândalos de abuso sexual envolvendo tráfico de menores e pessoas poderosas nas últimas décadas. Empresário bilionário de Nova York com uma extensa rede de contatos políticos e sociais, Epstein foi condenado por crimes sexuais e morreu em 2019 enquanto aguardava julgamento federal — oficialmente por suicídio — gerando décadas de debates, investigações e até teorias conspiratórias. 

Quem foi Jeffrey Epstein

Jeffrey Epstein começou sua carreira como professor antes de migrar para o setor financeiro, trabalhando em bancos de investimento e, em seguida, criando sua própria firma, atendendo clientes extremamente ricos. Com o tempo, acumulou propriedades em vários países, incluindo a polêmica ilha privada em Little Saint James, no Caribe, onde parte dos abusos teria ocorrido. 

Acusações e condenações

Desde 2005, diversas menores de idade denunciaram que Epstein as abordou oferecendo “massagens” e depois cometeu abuso sexual em sua mansão na Flórida. Investigações revelaram que ele teria estuprado adolescentes, algumas com apenas 14 anos. 

Em 2008, através de um acordo controverso com procuradores locais, Epstein cumpriu apenas 13 meses de prisão por acusações estaduais de prostituição, sendo obrigado a se registrar como agressor sexual — um desfecho criticado por autoridades federais. 

Nova investigação e morte

Em 2018, dezenas de mulheres vieram à público com alegações adicionais, levando o Departamento de Justiça dos EUA a abrir uma investigação federal por tráfico sexual de menores. Epstein foi indiciado em Nova York e se declarou inocente. 

Em 10 de agosto de 2019, ele foi encontrado inconsciente em sua cela no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. Oficiais e o serviço médico o declararam morto; a causa foi considerada suicídio por enforcamento. 

Arquivos e divulgação forçada pelo governo dos EUA

Décadas depois, o caso ganhou um novo capítulo político e judicial. Em novembro de 2025, o Congresso dos EUA aprovou por ampla maioria a Epstein Files Transparency Act, lei que obriga o Departamento de Justiça a divulgar arquivos relacionados ao caso. O presidente Donald Trump sancionou a lei em 19 de novembro de 2025. 

Sob a lei, milhões de documentos, imagens e vídeos foram tornados públicos — incluindo um conjunto adicional de mais de 3,5 milhões de páginas, cerca de 2.000 vídeos e 180.000 imagens divulgados em janeiro de 2026 pelo Departamento de Justiça. 

O vice-procurador-geral Todd Blanche afirmou que parte do material foi revisado para proteger dados de vítimas, o que inclui omissões ou edições em alguns documentos, e que o departamento não protegeu ninguém especificamente, incluindo figuras públicas mencionadas nos arquivos. 

Processos e novas ações civis

Nos últimos dias, um juiz federal determinou que o Bank of America deve enfrentar parte de uma ação coletiva que acusa o banco de lucros relacionados ao tráfico sexual de Epstein, enquanto um julgamento para maio de 2026 foi agendado. 

Controvérsias e teorias da conspiração

A divulgação dos arquivos reacendeu diversas teorias da conspiração, especialmente sobre se Epstein foi realmente suicidado ou assassinado na prisão — teorias alimentadas por falhas no sistema prisional e revisões forenses subsequentes. 

Também circularam alegações não comprovadas sobre a existência de uma “lista de clientes” com nomes de pessoas poderosas envolvidas em sua rede — incluindo referências a Donald Trump e outros —, embora autoridades federais tenham afirmado que muitos desses registros contêm alegações falsas ou não verificadas. 

Repercussões recentes e acusações associadas

As novas divulgações têm provocado reações globais. Por exemplo, uma mulher alegou ter sido traficada por Epstein para encontros com o ex-Príncipe Andrew em 2010, inclusive na Royal Lodge e em encontros posteriores em residências reais, o que aumentou a pressão para que ele depusesse perante autoridades americanas. 

Além disso, com a maior transparência documental, figuras como a princesa Mette-Marit da Noruega também expressaram arrependimento público por associações passadas com Epstein, após e-mails divulgados que mostraram comunicação frequente com ele entre 2011 e 2014.  

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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