O presidente do São Paulo, Julio Casares, explicou os saques de R$ 11 milhões das contas do clube em meio ao processo de impeachment que será votado na próxima sexta-feira (16). Segundo o dirigente, os valores foram utilizados para despesas relacionadas ao funcionamento do futebol, como custos de jogos e pagamento de premiações aos atletas.
De acordo com documento obtido pelo ge e enviado ao Conselho Deliberativo, Casares informou que parte dos recursos sacados foi destinada ao pagamento de serviços de arbitragem, que, segundo o clube, são quitados em dinheiro. O levantamento aponta que cerca de R$ 8,23 milhões do total correspondem a despesas operacionais das partidas.
Pagamento de premiações
Ainda conforme a defesa do presidente, aproximadamente R$ 5 milhões foram usados para o pagamento de premiações aos jogadores, os chamados “bichos”. A prática, de acordo com o documento, é tradicional no São Paulo desde gestões anteriores e também adotada por outros clubes do futebol brasileiro.
O material encaminhado ao Conselho integra a defesa de Casares no processo de impeachment. O presidente sustenta que todas as movimentações financeiras ocorreram dentro da legalidade e são passíveis de auditoria. Segundo o dirigente, os valores sacados não têm qualquer relação com despesas pessoais e foram integralmente utilizados em atividades do clube.