- Copa do Mundo FIFA 2026 terá pelo menos um quarto dos jogos em condições de calor consideradas preocupantes.
- Estudo da World Weather Attribution aponta que riscos relacionados ao calor e à umidade extremos serão maiores em comparação a 1994.
- FIFPRO recomenda adoção de protocolos de segurança, como pausas para resfriamento e hidratação, em condições de calor crítico.
- Miami é considerada a cidade-sede com maior risco de exposição ao calor extremo durante os jogos da Copa do Mundo.
Cerca de 25% das partidas da Copa do Mundo FIFA 2026 devem ser disputadas em condições de calor consideradas preocupantes para atletas e torcedores. O alerta é de uma nova análise divulgada nesta quinta-feira (14) pelo World Weather Attribution (WWA). Segundo o levantamento, os riscos relacionados ao calor e à umidade extremos serão significativamente maiores em comparação à edição de 1994, realizada no mesmo continente. A pesquisa aponta que pelo menos um quarto dos jogos ocorrerá em cenários com índice superior a 26°C de Temperatura de Bulbo Úmido e Globo (WBGT, na sigla em inglês). Nessas condições, a FIFPRO, entidade global que representa jogadores profissionais, já recomenda a adoção de protocolos de segurança, como pausas para resfriamento e hidratação. O estudo também estima que ao menos cinco partidas poderão ser realizadas com WBGT acima de 28°C, patamar considerado inseguro para a prática esportiva de alta intensidade. O WBGT é um indicador utilizado para medir o estresse térmico no corpo humano durante atividades físicas ou exposição prolongada ao sol. O cálculo considera fatores como: De acordo com a National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), o índice é amplamente utilizado para avaliar riscos relacionados ao calor em atividades esportivas e laborais. “Quando o WBGT ultrapassa 26°C, o desempenho dos jogadores pode ser prejudicado. Acima de 28°C, o risco de doenças graves relacionadas ao calor torna-se mais preocupante, não apenas para os jogadores, mas também para as centenas de milhares de torcedores em estádios e festivais ao ar livre”, afirmou Chris Mullington, um dos colaboradores do estudo. Segundo o pesquisador, a combinação entre altas temperaturas e esforço físico intenso pode provocar desidratação, exaustão térmica e até insolação. Em dezembro de 2025, a FIFA anunciou que todos os jogos da Copa do Mundo de 2026 terão duas pausas obrigatórias para hidratação, uma em cada tempo. A medida foi anunciada por Manolo Zubiria. “Em todas as partidas, independentemente do local, da cobertura do estádio ou da temperatura, haverá uma pausa de três minutos para hidratação. Serão três minutos do apito inicial ao apito final em ambos os tempos”, declarou o dirigente. O estudo também identificou as cidades-sede com maior risco de exposição ao calor extremo. Miami aparece como o local mais preocupante, com alta probabilidade de temperaturas críticas durante os jogos. A situação pode impactar diretamente a Seleção Brasileira de Futebol, já que a partida contra a Seleção Escocesa de Futebol, válida pela terceira rodada da competição, está prevista para acontecer na cidade norte-americana. Outro ponto de atenção é Kansas City. Mesmo com partidas marcadas para horários mais tardios, o risco de calor extremo continua elevado. “A partida Holanda x Tunísia, por exemplo, enfrenta 7% de chance de ultrapassar o limite de 28°C, o que, segundo as diretrizes da FIFPRO, deve levar ao adiamento”, destaca a análise. No estado do Texas, torcedores que acompanharem partidas em Dallas e Houston também devem enfrentar temperaturas elevadas. Embora os estádios sejam climatizados, os pesquisadores alertam que há mais de 30% de chance de registros acima de 28°C de WBGT fora das arenas, o que pode afetar diretamente os fãs em deslocamentos e áreas externas. Especialistas alertam que os primeiros sinais de sobrecarga térmica podem parecer leves, mas exigem atenção imediata. Entre os sintomas mais comuns estão: Nos casos mais graves, a insolação pode elevar a temperatura corporal acima dos 40°C, provocando comprometimentos neurológicos e risco à vida. Diante desse cenário, médicos e pesquisadores reforçam que a hidratação constante será essencial durante o torneio, tanto para jogadores quanto para torcedores. As pausas para hidratação, segundo especialistas, ajudam a reduzir a temperatura corporal, diminuem a sobrecarga cardiovascular e permitem uma recuperação mínima do organismo ao longo das partidas.O que é o índice WBGT?
Fifa prevê pausas para hidratação
Miami lidera ranking de sedes mais críticas
Sintomas de exaustão térmica e insolação